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‘Cãoveiro’ acompanha cortejos e vira mascote em cemitério de SP

Os funcionários do cemitério Areia Branca em Santos, no litoral de São Paulo, têm um mascote bastante companheiro. Negão, um cachorro vira-lata, foi ao cemitério há sete anos acompanhar o enterro de seu dono e não saiu mais. Atualmente, ele é cuidado pelos funcionários, moradores e oferece ‘carinho’ às famílias que perderam seus entes queridos.

Junto com os familiares, Negão caminha acompanhando os coveiros que levam o caixão para o sepultamento no cemitério. Lenildo Antonio da Silva Nascimento trabalha como sepultador há quase três anos e diz que nunca reclamaram da presença do cachorro. Pelo contrário, têm famílias que, após o sepultamento, voltam ao cemitério para deixar ração para o Negão.

“O pessoal gosta. Ele escuta o sino do início do cortejo e sai correndo, acompanha com a gente. As pessoas olham, comentam, nunca ninguém tratou ele mal. Depois do sepultamento, algumas pessoas voltam aqui para deixar comida para ele por causa do carinho”, explica.Negão chegou ao cemitério há sete anos. Dizem os funcionários mais antigos que ele apareceu por lá após a morte do dono, que estava internado na Santa Casa de Santos e, por complicações de saúde, não resistiu.

“De alguma forma ele chegou aqui, não sabemos como mas, desde então, ele vem todos os dias no início da tarde. Aqui damos comida, água, brincamos com ele. Tem também uma senhora que mora aqui perto que cuida dele junto com a gente e ele é muito apegado. No começo disseram que ele era arisco, mas hoje é muito carinhoso com a gente”, conta o sepultador.

Negão chega ao cemitério somente à tarde pois durante a manhã fica na Coordenadoria da Guarda Municipal, na Passarela do Samba Dráusio da Cruz, onde tem uma caminha com seu nome. Lá ele faz companhia para os agentes que, por sua vez, também cuidam muito bem do bichinho. É lá também que ele passa as noites e madrugadas depois que o cemitério fecha as portas às 17h.

“Ele é bem arteiro, costuma se esconder entre as campas e fica tentando pegar as corujas que aparecem por aqui. Nos acostumamos com ele, é o nosso mascote. Recebe o nosso carinho e o das famílias, que também recebem o carinho dele.”

Adoção?
Negão aparenta estar mais do que satisfeito com as suas duas famílias e, segundo os funcionários, como é criado solto, com liberdade, eles não sabem se o cachorro se adaptaria à vida dentro de uma casa ou apartamento.

Uma moça tentou adotá-lo, mas ele ficou pouco tempo por lá. Atualmente, o cachorro não está disponível para adoção e continuará a acompanhar os cortejos do cemitério municipal e a ser cuidado pelos agentes da Guarda Municipal e funcionários do equipamento público.

Fonte: G1


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