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Funcionária do MEC morta por ‘maníaco em série’ não sofreu violência sexual, aponta laudo

O laudo sobre a causa da morte da funcionária do Ministério da Educação (MEC) Letícia Sousa Curado Melo, assassinada por Marinésio Olinto – chamado de maníaco em série pela Polícia Civil do DF – aponta que a jovem não sofreu violência sexual.

Segundo o documento apresentado à família da advogada nesta segunda-feira (9), a causa da morte foi esganamento.Maníaco em série
Chamado de “maníaco em série” por um dos delegados que cuidam do caso, Marinésio dos Santos Olinto, de 41 anos, confessou o assassinato da funcionária do MEC e também o da empregada doméstica Genir Pereira de Sousa, de 47 anos. O cozinheiro ainda é suspeito de outros dez crimes de violência sexual.Segundo o Instituto de Criminalística da Polícia Civil do DF, foram realizados pelo menos três exames que vinculam Marinésio aos crimes:

Laudo do exame do veículo GM/Blazer, que era usado por Marinésio
Laudo do exame do local onde foi encontrado o corpo de Letícia
Laudo do exame do local onde foi encontrado o corpo de Genir

Caso Letícia
Letícia Sousa Curado Melo morava no Setor Arapoanga, em Planaltina, com o marido e o filho, de 3 anos. A polícia chegou ao assassino confesso a partir das imagens de um circuito de segurança.

As câmeras mostram que às 7h42 de sexta-feira (23 de agosto) a advogada entrou no carro de Marinésio dos Santos Olinto, uma Blazer prata. Ela embarcou em uma parada de ônibus, perto de casa.Letícia iria para o trabalho, no Ministério da Educação. Ela esperava um ônibus para a Rodoviária do Plano Piloto, quando Marinésio parou a caminhonete.

Ele confessou que, no meio do caminho, assediou a advogada sexualmente. Ainda segundo Marinésio, a vítima rejeitou os avanços e ficou assustada.

Então, Marinésio enforcou Letícia. O corpo dela foi encontrado três dias depois, dentro de uma manilha, à margem de uma estrada, próximo ao Vale do Amanhecer.

Caso Genir
A empregada doméstica Genir Pereira de Sousa desapareceu no dia 2 de junho. O corpo dela foi encontrado dez dias depois, em uma região entre Planaltina e o Paranoá.

Assim como Letícia, Genir foi vista pela última vez enquanto caminhava até uma parada de ônibus. Câmeras de segurança flagraram o momento em que a empregada doméstica deixava a casa da patroa, no Paranoá.A patroa de Genir é dona de uma pizzaria e foi quem comunicou o sumiço da empregada. Segundo a empresária, em 15 anos de trabalho, Genir nunca havia faltado sem avisar.

Suspeito de outros crimes
Após a prisão de Marinésio, outras mulheres procuraram a Polícia Civil do DF para denunciar crimes de violência sexual que teriam sido cometidos pelo cozinheiro.

Na semana passada, duas mulheres reconheceram o cozinheiro Marinésio Olinto como autor de estupros que teriam sido cometidos contra elas. As vítimas ficaram frente a frente com o suspeito no Departamento de Polícia Especializada (DPE), em Brasília.

Fonte: G1

 

 


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