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Psicóloga Rosangela Aufiero fala de suicídio e de saúde mental na rádio web do Portal Leia Mais

A psicóloga e profissional de saúde Rosangela Aufiero, foi a entrevista da revista eletrônica Camabeth.Com, da rádioweb Leia Mais desta quarta-feira (9).
Na entrevista concedida ao radialista Gilmar Camabeth, Rosangela Aufiero explicou ao que o Brasil já está entre os países com maior número de pessoas que se suicida superando até do Japão, que já foi considerado o primeiro neste trágico ranking.
De acordo com a psicóloga, o Amazonas está entre os cinco Estados com maior número de suicidas por conta principalmente do problema com indígenas na fronteira, isso há décadas por falta de serviços públicos do estado e município.
Pra onde então levar as pessoas como idosos, moradores de rua e agora principalmente o público infanto-juvenil? Que tipo de tratamento pode ser oferecido? E como serão tratadas essas pessoas?
A psicóloga diz que as perguntas muito difíceis de serem respondidas, isto porque justamente o cenário é bastante escuro.
Rosangela Aufiero explica que a situação da saúde mental é obscura porque nem Estado e nem município possuem serviço público para cuidar da depressão, da tristeza, e dos alto cortes das pessoas.
Rosangela afirmou que com a onda de suicídios ocorreu sim uma grande procura pelos serviços de saúde mental na capital, porém, a questão é que não existe esse tipo de atendimento disponível nem no serviço público, nem nas cooperativas médicas e nem nas policlínicas.
A psicóloga citou, poro exemplo, a situação dos Centro Clínico de Atendimento Piscológicos (os chamados CAPs). “Existem 3 CAps para adultos e 1 CAP infantil aqui em Manaus que estão abarrotados de pessoas e não têm mais condição de atender a mais ninguém”, explica ela.
A saída ou então para o problema e tanto descaso, aponta a psicológa, é investir na prevenção. Mas até essa situação ficou comprometida com o decreto presidencial assinado recentemente pelo presidente Jair Bolsonaro que retirou psicólogos das escolas.
Como essa medida, a questão de começar a tratar de adolescentes ficou ainda mais comprometida porque a escola é justamente a porta de entrada do diagnostico desse público-alvo.
Rosangela Aufiero revelou na entrevista um detalhe da situação que praticamente ninguém sabe: o governador Wilson Lima sancionou, em abril deste ano, a Lei Estadual de Prevenção ao Suicídio. “Mas essa é uma lei morta porque simplesmente não existe política pública de atendimento a saúde mental”, afirma.
A outra alternativa para a questão, ainda segundo ela, é chamar para o debate da saúde mental e da prevenção ao suicídio, os profissionais de saúde, os movimentos sociais, os conselhos de saúde, e o próprio poder público.
Um dos principais público-alvos são crianças e adolescentes; “Importante falar, tratar e combater os abusos sexuais que começam na infância e é a origem desses problemas. E muitas vezes a criança não fala muitas vezes por vergonha”, finaliza ela.

 


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