- Economia

Dólar opera em alta, de olho no mercado externo e nas negociações entre EUA e China

O dólar opera em alta nesta sexta-feira (13), na esteira de expectativas positivas quanto às discussões comerciais entre Estados Unidos e China e à espera da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na próxima semana.

Às 15h29, a moeda norte-americana subia 0,3%, a R$ 4,0724. A moeda tem dia de sobe e desce nesta sexta. Na mínima do dia até o momento, chegou a cair 0,43%, a R$ 4,0427, e na máxima subiu 0,37%, a R$ 4,0754. Veja mais cotações.

Nas últimas três sessões, o dólar fechou em queda. Na véspera, a moeda norte-americana caiu 0,13%, a R$ 4,0602.

Guerra comercial e cortes de juros
O cenário externo continua positivo em meio a sinais de alívio no embate tarifário entre EUA e China. Na véspera, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a repórteres que consideraria um acordo comercial provisório com a China, mas afirmou preferir chegar a um acordo mais amplo sobre as questões.

“Há uma instabilidade constante derivada da guerra comercial, mas o viés no geral continua de queda (do dólar). Do outro lado, os investidores continuam atentos a qualquer sinal sobre a postura que o Fed vai adotar sobre os juros em sua reunião”, afirmou à Reuters Karina Garbes, economista e assessora de investimentos do Aplicativo Renda Fixa.

O Departamento do Trabalho divulgou nesta sexta-feira que os preços de importados dos EUA recuaram 0,5% no mês passado, sugerindo que a inflação provavelmente permanecerá moderada, o que poderia levar o Federal Reserve a reduzir ainda mais a taxa de juros para limitar os danos à economia causados pelas tensões comerciais entre EUA e China.

O Fed se reunirá nos dias 17 e 18 de setembro para uma decisão de política monetária. Os juros futuros dos EUA indicavam que operadores veem 86,5% de chance de o Fed cortar juros em 0,25 ponto percentual na próxima reunião, de acordo com a ferramenta Fedwatch do CME Group.

Na cena doméstica, o BC vendeu todos os US$ 580 milhões ofertados em moeda física nesta sexta-feira e negociou ainda todos os 11.600 contratos de swap cambial reverso ofertados – nos quais assume posição comprada em dólar.

Fonte: G1


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