- Economia

Taxa de juros: Copom avalia nova redução da Selic a partir de hoje

O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) começa a discutir, nesta terça-feira (17), em Brasília (DF), a manutenção da taxa básica de juros (Selic).

O mercado financeiro espera uma redução de 0,5 ponto percentual, passando dos atuais 6% ao ano para 5,5% ao ano.

A expectativa consta na pesquisa semanal do BC a instituições financeiras no Boletim Focus.

Economistas estimam que a Selic será reduzida em 0,5 ponto percentual em outubro e fechará o ano em 5%.
O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro.

No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Como a taxa básica de juros influencia nosso dia a dia?
A taxa básica de juros é usada no controle da inflação do país. Atualmente, ela está abaixo da meta definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para 2019 e 2020.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Comitê aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

De acordo com as previsões do mercado financeiro, a inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), deve ficar em 3,45%, em 2019.

Essa foi a sexta redução consecutiva na estimativa, que na semana passada estava em 3,54%.

Para 2020, a estimativa também foi reduzida, ao passar de 3,82% para 3,80%, na segunda revisão consecutiva.

A previsão para os anos seguintes não teve alterações: 3,75%, em 2021, e 3,50%, em 2022.

A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Fonte: R7


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