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Após campanha histórica no Parapan, Brasil testa boa fase no Mundial de natação em Londres

Em Lima, o Brasil sobrou na natação. Foram 127 medalhas, o esporte que mais contribuiu para a campanha histórica do país nos Jogos Parapan-Americanos. Agora é a hora de testar a boa fase em um nível bem mais alto. De segunda-feira até domingo 27 atletas vão representar a seleção na nona edição do Campeonato Mundial e buscar índices para os Jogos de Tóquio 2020.

O SporTV3 transmite as finais do evento ao vivo, a partir das 14h (de Brasília), direto do Parque Aquático de Londres.

A piscina é a mesma dos Jogos de 2012 e traz boas lembranças para o Brasil. Foi nela que Daniel Dias se consagrou como o maior medalhista daquela Paralimpíada, com seis ouros e quatro recordes mundiais. Foram 14 pódios ao todo e a sexta colocação no quadro de medalhas da modalidade para o país.

– Realmente é muito especial aqui. Londres foi uma Paralimpíada incrível. Poder olhar aqui hoje e relembrar grandes momentos que vivi… Isso é muito bom. Eu gosto muito de uma citação que diz “Eu quero trazer à memória o que me traz esperança”, e poder olhar aqui hoje me dá esperança de ter uma boa competição.

Daniel volta a Londres com o moral de quem teve 100% de aproveitamento no Parapan de Lima. Venceu as seis provas que disputou e chegou a 33 ouros na história da competição. Mas tem total consciência de que a concorrência agora é muito mais dura diante de nadadores da Europa e da China.

– Fui 100% no Parapan, mas sei que aqui vai ser bem diferente. Os grandes adversários estão aqui. Sabemos que é outra competição.

Phelipe Rodrigues também se divide entre a empolgação e a cautela. Sem a rivalidade do compatriota Andre Brasil, atualmente inelegível para o esporte paraolímpico, o pernambucano foi o maior medalhista do Parapan com sete ouros e um bronze. Em Londres disputará três provas individuais e terá pela frente novos adversários.

– Mesmo o Andre não estando no Mundial hoje tem muitos novos atletas na classe S10, sempre com uma rotatividade muito grande. Nos 100m livre estou em quarto (no ranking mundial) com atletas que eu não conhecia até então. Estou super empolgado para estar mais uma vez nadando nessa piscina maravilhosa e nadando para os melhores tempos da minha vida. Acredito que eu esteja na minha melhor forma.

Na última edição do Mundial de natação paralímpica, disputado na Cidade do México, em 2017, o Brasil ficou em quarto lugar no quadro de medalhas, com 36 pódios. Foram 18 ouros, nove pratas e nove bronzes.

Mundial mudou de sede após polêmica
O Mundial deste ano inicialmente seria disputado na Malásia. Mas governo malaio recusou-se a conceder vistos para atletas de Israel, país com o qual não tem relações diplomáticas. Diante do impasse político e do impedimento para que os israelenses competissem, o Comitê Paralímpico Internacional (IPC) quebrou o contrato e mudou a sede da competição.

Londres abraçou o evento com a estrutura construída para os Jogos de 2012. A grande diferença é que os mais de 17 mil lugares disponíveis há sete anos eram temporários, e agora a arena comporta cerca de 2.500 torcedores. A promessa é de casa cheia nos sete dias de competição. Mais da metade das sessões estão com ingressos esgotados.

O interesse dos britânicos pelo esporte paralímpico foi impulsionado por uma grande divulgação nos Jogos de 2012. E uma das garotas-propagandas do evento foi Ellie Simmonds. De mais nova do Team GB em Pequim 2008, com apenas 13 anos, a nadadora tornou-se um dos rostos do movimento e certeza de medalha na classe S6. Estrelou programas de TV e foi a mais nova a ser condecorada com a Ordem do Império Britânico (OBE), honraria recebida do Príncipe Charles. Ellie treina na piscina do Parque Aquático e é novamente favorita ao pódio.

A delegação completa do Brasil em Londres
Ana Karolina Soares de Oliveira
André Luiz Bento da Silva Filho
Beatriz Borges Carneiro
Bruno Becker da Silva
Caio Amorim Muniz de Oliveira
Carlos Alonso Farrenberg
Cecília Kethlen Jeronimo de Araújo
Daniel de Farias Dias
Débora Borges Carneiro
Edênia Nogueira Garcia
Esthefany De Oliveira Rodrigues
Felipe Caltran Vila Real
Gabriel Cristiano Silva de Souza
Guilherme Batista Silva
Ítalo Gomes Pereira Lima
Joana Maria Jaciara da Silva Neves Euzebio
Laila Suzigan Garcia
Lucilene da Silva Sousa
Maiara Regina Pereira Barreto
Maria Carolina Santiago
Matheus Rheine Correa De Souza
Phelipe Andrews Melo Rodrigues
Roberto Alcalde Rodriguez
Ruiter Antônio Gonçalves Silva
Susana Schnarndorf Ribeiro
Talisson Henrique Glock
Wendell Belarmino Pereira

Fonte: Globo esporte


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