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Há dez anos, Raikkonen decidiu tirar ano sabático – que viraram dois – da F1 e passou aos ralis

Há exatamente dez anos, no dia 19 de novembro de 2009, Kimi Raikkonen confirmou por intermédio de seu empresário Steve Robertson que ficaria uma temporada fora da Fórmula 1 e que não sabia se retornaria em 2011. De fato, o Homem de Gelo ficou mais tempo afastado da principal categoria do automobilismo mundial e passou a competir nos ralis.

Depois do título mundial de 2007, Raikkonen foi constantemente superado pelo companheiro Felipe Massa na temporada de 2008. O brasileiro foi vice-campeão, enquanto o finlandês terminou em terceiro, com duas vitórias contra seis do parceiro. Havia dúvidas quanto ao desempenho de Kimi.

Em 2009, num ano muito difícil para a Ferrari, Raikkonen marcou apenas dez pontos na primeira metade do campeonato contra 22 de Massa. Logo depois, o brasileiro sofreu o grave acidente na Hungria, e curiosamente Kimi melhorou seus resultados, com quatro pódios consecutivos, incluindo uma vitória na Bélgica.

Mesmo assim, a Ferrari queria porque queria Fernando Alonso, e ainda fechou um polpudo contrato de patrocínio com um banco espanhol. Como Massa vinha em ótima forma antes do acidente, a Ferrari decidiu manter o brasileiro como companheiro de Alonso. Sobrou para Kimi, que ainda tinha um ano de contrato mas perdeu a vaga. Ainda assim, receberia salário tostão por tostão em 2010, mesmo sem correr.

Raikkonen tentou costurar uma volta para a McLaren, mas esta já tinha fechado com o campeão de 2009 Jenson Button para ser companheiro de Lewis Hamilton. Antes de decidir abandonar a F1, a Toyota chegou a sondar o finlandês, mas o salário foi considerado baixo.

Como a RBR também já estava definida com Sebastian Vettel e Mark Webber, e a Renault tinha feito uma temporada ruim em 2009, Raikkonen viu que não teria um carro competitivo. Daí resolveu dar um tempo da Fórmula 1.

Ainda em 2009, Raikkonen já havia se aventurado em ralis, e o Homem de Gelo resolveu juntar a fome com a vontade de comer. Passou a correr regularmente neste tipo de prova e foi contratado pela Citroen para disputar o Mundial de Rali em 2010.

A adaptação foi razoável, e o finlandês chegou a vencer um estágio no Rali da Alemanha. Kimi terminou em décimo lugar na classificação geral, tendo como melhor resultado um quinto lugar no Rali da Turquia. Fora do Mundial, ganhou o Rali de Vosgien, na França. Em 2011, decidiu correr com a própria equipe o Mundial, e repetiu o décimo lugar na tabela, com dois sextos lugares como melhores resultados.

Ainda em 2010, o nome de Raikkonen chegou a ser ventilado na equipe Renault, mas a união não se concretizou. Mas no fim de 2011, o Homem de Gelo decidiu aceitar nova oferta da escuderia, que tinha passado a se chamar Lotus. A volta em 2012 foi excelente, e Raikkonen foi o terceiro colocado no campeonato, com uma vitória em Abu Dhabi.

Em 2013, Raikkonen venceu na abertura do campeonato, na Austrália, mas a Lotus não conseguiu manter a forma ao longo do campeonato, e o finlandês costurou seu retorno à Ferrari no lugar do antigo companheiro Felipe Massa. Kimi seguiu por mais cinco temporadas na equipe italiana, vencendo sua última corrida no ano passado, nos Estados Unidos.

Raikkonen encontrou refúgio na Alfa Romeo, antiga Sauber, mesma equipe pela qual ele estreou na F1 em 2001. O ano até começou razoável, mas aos poucos o carro perdeu competitividade. Mesmo assim, com 40 anos de idade, Raikkonen tem mais um ano de contrato a cumprir e, se fizer isso, quebrará o recorde de grandes prêmios na história.

Fonte: Globo esporte


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