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Jéssica Andrade afasta polêmica por golpe em Rose Namajunas: “Fiz o bate-estaca correto”

Jéssica Andrade liquidou Rose Namajunas na luta principal do UFC Rio 10, no último sábado, pelo cinturão peso-palha, justamente com o golpe que é seu apelido: o bate-estaca. A repercussão da vitória teve polêmica, com direito a muitas pessoas questionando se a execução foi dentro das regras, já que a americana ficou desacordada e bateu duramente com o pescoço contra o solo. O experiente árbitro central Big John McCarthy, inclusive, saiu em defesa da brasileira e explicou que não houve nada irregular na luta. E a campeã da divisão até 52kg explicou o que aconteceu em entrevista ao Combate.com.

– Está gerando muita polêmica por eu ter aplicado um bate-estaca. Mas o golpe foi válido porque eu fiz o movimento de arco, e ela caiu naquela posição porque continuou segurando o meu braço para tentar uma finalização. Eu fiz o bate-estaca correto. Se ela tivesse soltado o meu braço, teria caído de costas e eu teria trabalhado o “ground and pound”, uma finalização ou qualquer coisa do tipo. Mas, como ela não fez, acabou saindo o bate-estaca. Foi um golpe que, olhando no vídeo, de fato você se assusta. Mas ela levantou bem, estava tudo tranquilo. Se fosse um golpe inválido o árbitro teria parado a luta e me desclassificado, e eu não seria a campeã. Estamos no maior evento do mundo, com os maiores árbitros do mundo, e não teria como eu não ter sido desclassificada – afirmou.

Jéssica aproveitou para defender a manutenção do bate-estaca nas regras do MMA, já que houve debate nos últimos dias nas redes sociais sobre se ele deveria ser banido do esporte.

– É como no jiu-jítsu, que tem vários golpes e várias posições que você sabe que, se você continuar, vai quebrar, vai machucar. Então, o bate-estaca só acontece de verdade porque a pessoa deixa chegar na posição. No movimento que eu fiz de jogá-la para a lateral, ela poderia ter soltado o meu braço, e não teria caído de pescoço ou de cabeça no chão. Teria caído de ombro, ou botado os braços no chão, ou até mesmo ter me largado quando eu a ergui, e ter caído em pé. O bate-estaca tem que continuar. A gente não vê isso acontecer sempre, é muito de vez em quando. Mas quando acontece, dá toda essa confusão. É um golpe que eu acho que tem que continuar, sim, e é muito de você saber se defender e cair no chão.

Outra polêmica que tomou conta das redes sociais foi um vídeo no qual Jéssica supostamente teria batido em desistência em uma tentativa de finalização de Namajunas. A brasileira rechaçou a hipótese.

– Foi uma impressão que ficou no vídeo. Depois vou fazer um vídeo demonstrando como foi a posição. Eu não bati, só estava pensando para que lado eu a jogaria. Até então, a minha mão estava grampeada. Se, em algum momento, ela fosse me finalizar, eu não iria soltar uma mão da outra para ela me finalizar ali em cima, né? Eu iria deixar as minhas mãos grampeadas e iria jogá-la. Na hora que eu a lancei, o braço dela sai do meu pulso e vem para o meu antebraço. Não tem como pegar no antebraço.

E não experimente dizer para Jéssica que ela é campeã do Ultimate por sorte. A resposta já está na ponta da língua.

– Quem fala que foi sorte está bem errado. No site do UFC você consegue ver todos os golpes que foram dados, as estatísticas de movimentação, e não teve tanta diferença dos socos dela para os meus. A diferença foi que os socos dela acertaram o rosto, e os meus acertaram o corpo. Eu tive mais chutes: dei 19 chutes, contra nenhum dela. Eu dei quatro quedas e ela deu duas, mas não conseguiu completar, enquanto eu tive quatro, com três bem-sucedidas, e uma foi a performance da noite. Não tem nada de sorte, não. É muito treino, muita dedicação. A gente passa por isso todos os dias pra chegar lá e conseguir fazer uma boa luta – concluiu.

Fonte: Globo esporte


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