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Três meses x três anos: clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro opõe técnicos com “bagagens” distintas

O duelo entre Atlético-MG e Cruzeiro, pelas quartas de final da Copa do Brasil, colocará frente a frente dois técnicos com trajetórias distintas na carreira e, também, com trabalhos bem diferentes no comando das atuais equipes.

De um lado está Rodrigo Santana, que assumiu o Galo interinamente no dia 11 abril e, nesta quinta-feira, dia do clássico de ida, completará exatos três meses no cargo. Ele foi efetivado no fim de junho. Do outro está Mano Menezes, que acumula passagem pela seleção brasileira e, no próximo dia 26, alcançará três anos ininterruptos à frente do Cruzeiro.

Rodrigo Santana

Natural de Santos, no litoral paulista, Rodrigo Santana começou a carreira de treinador muito jovem, dirigindo equipes do interior de São Paulo. Mas foi um trabalho em Minas Gerais que o credenciou a comandar o Atlético-MG. Depois de chegar à semifinal do Mineiro por dois anos consecutivos com a URT, foi contratado pelo Galo para dirigir a equipe sub-20 no ano passado.

Este ano, no entanto, recebeu a primeira oportunidade em um time de ponta do futebol Brasileiro, aos 37 anos. Ele assumiu o Atlético de forma interina, com a demissão de Levir Culpi. E a estreia? Foi exatamente contra o maior rival, na final do Estadual.

Sob comando de Rodrigo, o Galo acabou perdendo o Mineiro e sendo eliminado na fase de grupos da Libertadores (ele dirigiu a equipe nos dois últimos jogos no torneio), mas demonstrou crescimento técnico e colheu os frutos. O time está nas oitavas de final da Sul-Americana, desbancou favoritismo do Santos na Copa do Brasil e é o quinto colocado no Campeonato Brasileiro.

Mano Menezes

Mano Menezes tem uma carreira bem mais longa que a do adversário. Ele começou no Rio Grande do Sul, onde dirigiu equipes do interior, antes de chegar ao Grêmio, em 2005. No Tricolor, começou a ganhar notoriedade no cenário nacional, conquistando a Série B daquele ano e, em 2007, sendo vice-campeão da Libertadores.

Dali em diante, manteve-se na “primeira prateleira” do futebol nacional, com boa passagem pelo Corinthians, onde conquistou a Copa do Brasil 2009. No ano seguinte, chegou à seleção brasileira com a missão de renovar a equipe após a eliminação na Copa da África do Sul. Mas ficou só até 2012, quando foi demitido e assumiu o Flamengo.

A passagem pelo Rio foi discreta. Retornou ao Corinthians, mas também sem sucesso, saindo de São Paulo em 2015 para assumir o Cruzeiro. A primeira passagem por BH durou seis meses. Ele foi para a China, retornando à Toca as Raposa no dia 26 de julho de 2016 para conquistar as edições de 2017 e 2018 da Copa do Brasil e de 2018 e 2019 do Campeonato Mineiro.

Fonte: Globo Esporte


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