- Polícia

Em menos de 24 horas, duas mulheres são assassinadas

Em menos de 24h, duas mulheres foram assassinadas no Amazonas – vítimas de arma branca. O primeiro crime ocorreu na manhã deste domingo (11), no município de Carauari, a mais de 788 Km de Manaus. O segundo caso ocorreu durante a noite do mesmo dia, na Zona Centro-Oeste da capital. A polícia investiga os casos e os considera como feminicídios.

Em Carauari, uma mulher de 42 anos foi morta a facadas. O suspeito do crime, é o ex-companheiro da vítima, um homem de 43 anos que não teria aceitado o fim do relacionamento.

De acordo com os vizinhos da vítima, o homem não teria se conformado com o término do relacionamento. Em outras ocasiões ela já havia sido agredida. Ela chegou a denunciá-lo e recebeu medida protetiva.

Neste domingo ela saiu para comprar pão por volta das 9h. O suspeito a esperava na esquina do bairro em que morava, onde a atacou. Ela chegou a ser levada a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. A mulher deixou dois filhos.

Em Manaus
Na capital amazonense, uma jovem de 29 anos foi encontrada morta dentro da sua própria casa, na rua Umari, bairro Alvorada. Segundo a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) o suspeito é o companheiro da vítima. Ele teria ligado para uma vizinha e confessado o crime.

Para a polícia, vizinhos contaram que o casal brigava constantemente dentro da residência. Ela chegou a pedir ajuda, mas, segundo a DEHS, não teve o pedido atendido. Os moradores alegaram que, por diversas diversas vezes, depois das brigas, a vítima e o marido “reatavam” o relacionamento.

“Depois dessa última briga entre eles, houve um silêncio. Pararam de fazer barulho e os vizinhos não ouviram mais nada. Foi nesse momento que o homem cometeu o crime e fugiu. Ele ligou para a proprietária do imóvel e confessou que matou a companheira”, disse um investigador da DEHS.

Com a ligação, uma vizinha foi até a residência e encontrou a mulher morta com duas facadas. Ela acionou a Polícia Militar.

Os vizinhos foram encaminhados como testemunha para a sede da DEHS e prestarem depoimento. Até o início da manhã desta segunda-feira (12), familiares da vítima ainda não tinham ido à delegacia.

Feminicídios

A titular da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM), delegada Débora Mafra, reforça, em discurso, que o feminícidio é o ápice da violência doméstica. Segundo ela, a Lei Maria da Penha é mais rígida por conta do Brasil ocupar o 5° lugar no ranking de números de feminicídios.

“Seja uma ou dez vezes, se intrometa em briga de marido e mulher. Mesmo que o casal volte e fique de mal com você. É melhor que a mulher fique de mal com quem se meteu do que a pessoa ir no velório da moça”, diz Mafra.

“Verificamos que, na maioria dos casos de feminícidio, as vítimas nunca registraram queixa. Quando registram, acabaram desistindo do processo. Isso é muito ruim para ajudar a combater a violência doméstica. No crime do bairro Alvorada, em Manaus, os vizinhos tinham que se meter. Eles poderiam evitar a morte dessa mulher”, finaliza.

Fonte: G1


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