- Política

Presidente do PSL diz que reforma tributária defendida por Maia é um ‘Frankenstein’

O presidente do PSL, deputado federal Luciano Bivar (PE), criticou nesta quarta-feira (14), em conversa com o blog, as negociações para construir o texto da reforma tributária na Câmara dos Deputados.

Bivar, que preside o partido do presidente Jair Bolsonaro, disse que a proposta da reforma tributária defendida pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é um “Frankenstein”. Ele disse, ainda, que Maia “não ouve o PSL”.

“Essa reforma tributária como está é um Frankenstein”, declarou Bivar. “Eu estou muito preocupado, nem Picasso desenharia uma reforma tributária dessas. Sou empresário, acompanho a discussão e a Câmara colocou a proposta só porque sabia que o governo vinha com uma”, disse o presidente do PSL.

Ao dizer que falava em tom de desabafo, Bivar reclamou à reportagem do “discurso” de Alexandre Frota de que a reforma da Previdência é obra de Maia. “Mas como Frota quer trazer para Maia a vitória total se foi o governo Bolsonaro que colocou tudo na mesa? Não só a Previdência, mas outras questões, como a questão LGBT”, declarou.

Bivar disse que Rodrigo Maia “deve muito” ao PSL, porque o partido foi o “primeiro” que o apoiou para presidente da Câmara, em fevereiro.

Segundo Bivar, Maia teria respondido que iria “dever sempre” ao partido e negociou postos importantes em comissões para o PSL, como a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). “Não é toma lá, dá cá, é política”, afirmou.

Na avaliação do deputado, existe um temor nos bastidores de que o PSL possa pleitear a sucessão de Maia no comando da Câmara e, por isso, para o PSL, Maia evitaria dar protagonismo ao partido de Bolsonaro.

Expulsão de Frota
Nesta terça-feira (13), Bivar comandou o processo interno do PSL que expulsou Frota por declarações críticas ao governo Bolsonaro. Frota, que fez campanha para o presidente, aproximou-se de Maia desde o começo do ano, e subiu o tom contra Bolsonaro.

Para Bivar, a situação de Frota ficou “insustentável”. “Eu disse a ele quando começaram as críticas: Frota, você está me deixando em uma situação delicada. Ele age pelo fígado, pela emoção, não sei se ele recebe corda das pessoas, mas ele é emocional. Frota me conquistou com a pureza dele, me deixou chateado. Mas fui obrigado a fazer o processo”, disse o presidente do PSL.

Bivar negou que tenha recebido orientações do presidente Bolsonaro para expulsar o antigo aliado do partido.

Fonte: G1


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