O governo confirmou nesta quarta-feira (10) que o salário mínimo vai passar para R$ 1.621 em 2026. Isso representa um aumento de R$ 103 em relação ao valor atual, que é de R$ 1.518.
Esse reajuste passa a valer em janeiro, mas o novo valor só aparece no pagamento de fevereiro. Com a mudança, benefícios e programas sociais atrelados ao salário mínimo também devem ser impactados. Entre eles, estão:
abono salarial PIS/Pasep;
benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS);
Benefício de Prestação Continuada (BPC);
seguro desemprego;
os valores que permitem a inscrição no Cadastro Único;
seguro-defeso;
os montantes pagos no trabalho intermitente.
Entenda abaixo os principais reflexos do aumento do salário mínimo.
Abono salarial PIS/Pasep
O que é: o abono salarial PIS/Pasep é um benefício pago anualmente a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que trabalharam durante ao menos 30 dias do ano-base (dois anos antes) e que receberam até dois salários mínimos por mês.
O que muda? Em 2026, o pagamento do abono deve variar entre R$ 135,08 a R$ 1.621, considerando o novo salário mínimo e de acordo com a quantidade de meses trabalhados.
No entanto, as regras para ter acesso ao benefício também vão mudar a partir do ano que vem. A alteração, que faz parte do pacote fiscal aprovado pelo Congresso no fim de 2024, tem como objetivo reduzir os gastos públicos e direcionar o programa aos trabalhadores de menor renda.
Hoje, pode receber quem ganha até dois salários mínimos por mês. A partir de 2026, esse limite não vai mais acompanhar o aumento do salário mínimo.
Ele passará a ser corrigido apenas pela inflação. Na prática, isso significa que, ano após ano, o benefício ficará restrito a trabalhadores de renda mais baixa.
Quem tem direito ao abono do PIS/Pasep deve começar a receber o benefício a partir de 15 de fevereiro de 2026. O calendário ainda será analisado e votado pelo Codefat na próxima semana.
Benefícios do INSS
O que é: valor pago pelo governo, por meio do Instituto Nacional do Seguro Social, para proteger o trabalhador e sua família em situações como aposentadoria, doença, acidente, maternidade ou morte.
O que muda: Tradicionalmente, os valores pagos pelo INSS passam por um rejuste anual corrigidos pela inflação e pelo novo salário mínimo. Com o aumento, aposentados e pensionistas passam a ter um valor maior no benefício — o que também amplia a margem para crédito consignado.
Quem recebe o piso do INSS (salário mínimo) passará a receber R$ 1.621 em 2026
Para a maioria dos outros benefícios, o reajuste segue o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) — no acumulado de 12 meses até novembro ficou em 4,18%. O valor final sai no início de 2026.
O calendário de pagamentos para o ano que ainda não foi divulgado oficialmente, mas deve seguir o modelo atual, com depósitos distribuídos no fim de cada mês. Os beneficiários seguem divididos em dois grupos: quem recebe até um salário mínimo e quem ganha acima desse valor.
Fonte: G1
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