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Enredo muda, Corinthians cai jogando bem e paga por derrota para o Flamengo na ida

Quantas vezes neste ano você leu ou ouviu que o Corinthians ganhou jogando mal ou sem merecer? Desta vez, o enredo foi o oposto. Diante do Flamengo, o Timão teve uma de suas melhores atuações na temporada, enfrentou de igual para igual os donos da casa, criou diversas chances de gol, mas acabou derrotado por 1 a 0 e eliminado nas oitavas de final da Copa do Brasil.

Foram 11 finalizações e sete chances reais de gol do Corinthians no Maracanã, números superiores aos do Flamengo, que teve nove chutes e quatro oportunidades de marcar.

Apesar do gosto amargo pela queda na valiosa e cobiçada competição nacional, o Timão tem motivos para voltar do Rio de Janeiro esperançoso. O desempenho na partida da última terça-feira aliado às boas atuações recentes (a equipe tinha vencido os últimos quatro jogos sem sofrer gols) deixa a sensação de que é possível brigar pelos títulos do Brasileirão e da Copa Sul-Americana.

Fábio Carille disse que a eliminação foi decidida em detalhes. Para lhe dar razão, basta lembrar das bolas na trave de Ralf, Boselli e Jadson.

Mas o mais justo seria dizer que o Timão caiu para o Flamengo pela má atuação em casa no jogo de ida. O tropeço fez a equipe se expor mais do que o habitual no Maracanã, sobretudo no segundo tempo, e isso custou caro.

Nos 45 minutos iniciais, afora uma bobeada ou outra dos zagueiros, o Corinthians teve uma atuação segura. No 4-1-4-1 sem a bola e 4-2-3-1 com ela, o time se defendeu bem e conseguiu ser envolvente com a posse. Viradas de jogo, trocas de passes rápidos, chutes de fora da área… qualidades que faltaram até mesmo na campanha do título paulista.

Sem Fagner, a equipe ficou um pouco pensa para a esquerda, onde Danilo Avelar e Clayson eram mais agudos. Michel Macedo não chegou a comprometer, mas esteve bem abaixo do titular da posição.

Muito se falou sobre a ausência do lateral, mas também é preciso ressaltar o peso das ausências de Mateus Vital e, principalmente, Pedrinho. Sem a dupla, Carille perdeu opções para dar mais profundidade à equipe e teve de apelar para uma tática kamikaze no segundo tempo, com três centroavantes.

Ainda falta mais repertório ofensivo ao Corinthians, atenção na marcação pelo alto e mais velocidade nas transições, mas é inegável a evolução alvinegra nos últimos jogos. Hoje o Timão joga melhor do que quando foi tricampeão paulista.

Talvez ainda não seja o suficiente para levantar o título brasileiro ou faturar a Sul-Americana pela primeira vez. Porém, com a base do elenco mantida e alguns reforços, como o zagueiro Gil, que está próximo de voltar, o Timão tem tudo para confiar num segundo semestre promissor.

Fonte: Globo esporte


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