A Justiça do Rio realiza, no início da tarde desta quinta-feira (6), uma audiência especial para decidir se autoriza ou não a reabertura da Avenida Niemeyer, na Zona Sul do Rio.
Na terça-feira (4), a Prefeitura afirmou que técnicos concluíram os trabalhos na via, que está interditada há uma semana por determinação da Justiça. O pedido foi feito pelo Ministério Público, que informou que a via oferecia risco para os motoristas.
Agentes do município fizeram a limpeza e a recuperação das áreas de escorregamento da encosta. “Um laudo técnico comprovando a realização das obras será encaminhado à Justiça, assim que concluído, para que a via possa ser liberada”, diz a prefeitura, em nota.
Moradores do Vidigal fizeram um abaixo-assinado por transporte gratuito, pois a Niemeyer liga os bairros São Conrado e Leblon, na Zona Sul, e faz parte do eixo que vai da Zona Oeste ao Centro da cidade. Por dia, circulavam em média 36 mil veículos pela via.
Na terça-feira (28), em resposta a um recurso da prefeitura, o desembargador Mauro Pereira Martins determinou a realização de uma perícia independente e os peritos apontaram riscos.Os locais de maior risco da via foram novamente inspecionados por peritos na manhã de quinta (30). A ação contou com auxílio de um drone.
Com o laudo em mãos, a juíza Mirela Erbist, da 3ª Vara de Fazenda Pública, manteve sua decisão e não autorizou a reabertura da via.
Erbist, no entanto, escreveu que a medida poderia ser revista caso o município comprovasse a “conclusão das obras de limpeza e recuperação”. É esse laudo que a prefeitura garante estar pronto.
MP apontou riscos
Autor do pedido de interdição, o promotor Marcos Pereira Leal disse que a prefeitura não apresentou garantia de que o local estava seguro em relação a possíveis deslizamentos da encosta do Vidigal. Leal afirmou que pediu comprovações da segurança na região à Prefeitura do Rio, mas que não foi atendido.
“Eu, pelo menos, não tive acesso a este documento, apesar das inúmeras tentativas de obtê-lo. uma das principais razões, além do estado crítico geológico e de escorregamento de solo, a falta de uma resposta do município às indagações feitas em fevereiro, que motivaram a medida”, destacou o promotor.
Deslizamentos
No dia 7 de fevereiro, uma forte chuva atingiu a Avenida Niemeyer, causando o desabamento de mais um trecho da Ciclovia Tim Maia. Pelo menos quatro pontos de deslizamento bloquearam a via. Dois ônibus foram atingidos pelos deslizamentos de terra e duas pessoas morreram.
No dia 16 do mês passado, a Avenida Niemeyer foi fechada por outro deslizamento de terra. Uma casa foi atingida, mas não houve vítimas.
Fonte: G1
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