Pedro Munhoz e Aljamain Sterling apimentaram o combate sediado no último sábado, no UFC 238, em Chicago (EUA), com provocações pelas redes sociais. Entretanto, dentro do octógono, os atletas também se espetaram, conforme revela o brasileiro, derrotado por pontos, em entrevista ao Combate.com.
Munhoz, que encontrou “Funk Master” no hospital após o confronto e posou para foto ao seu lado, revelou o breve bate-boca com o adversário no cage, mas assegura que o entrevero ficou dentro do octógono.
Teve uma hora que ele me deu um chute e falou: “Fuck you (vai se fo***)! Eu falei: “Fo**-se você, seu c****! Você está correndo, vamos trocar porrada. Falei que você ia correr. Depois da luta, tudo que eu tinha para falar ficou ali, acabou. Batemos um papo rapidão no hospital. Mas não ficou rancor nenhum. Dei uma “pá” de bicas nele na luta, soco. Ficou lá no octógono, não tem rixa nenhuma.
Apesar da derrota, Munhoz destaca que ficou satisfeito com a sua performance. Ele – que controlou o centro do octógono – acredita que tenha sido mais contundente do que o adversário, porém, crê que os jurados tenham dado mais valor ao volume imposto por Sterling.
– Não assisti à luta. Hoje (ontem) vi o primeiro round só. O objetivo do treinamento era andar para a frente, fazê-lo andar para trás, pois assim ele luta de forma menos confortável, não gosta de ser atingido. Chutei bastante, dirigi muitos golpes, entraram dois ou três no rosto que senti que ele sentiu, alguns chutes na linha de cintura o incomodaram. Os golpes que ele acertou em mim não foram contundentes. A maior parte da agressividade foi minha, tive duas tentativas de finalização, mas ele tem um jiu-jítsu decente, o que eu já sabia. O que ele fez de melhor na luta foi ter mais volume que contundência nos golpes. Os jurados estão dando muita ênfase no volume. Falaram que iam dar mais ênfase à agressividade, controle, contundência e não senti que isso foi exercido na luta. Ele lutou mais do que nas suas outras lutas, mas evitou mais do que eu. Eu estava na disposição de fazer um combate do tipo “vamos ver quem vai cair”. Estou satisfeito com a minha performance, o matchmaker gosta da maneira que eu luto… Os brasileiros nos EUA lutam com desvantagem na decisão dos juízes.
Sem pensar em uma data para retornar ao cage, Pedro Munhoz, que espera atuar novamente em 2019, assegura ter motivação suficiente para reconstruir sua sequência de vitórias.
– Sou motivado, toda vez que luto é uma guerra, nunca prometi vitória, sempre dou meu máximo. Se ganhar vai ser guerra, se perder vai ser difícil para o adversário. O foco é o mesmo, a motivação também. Há caras duríssimos, como o Jimmie (Rivera), que entrou no UFC com 17 vitórias e está com três derrotas consecutivas. É um esporte difícil, os melhores do mundo estão no UFC. Se na minha próxima luta eu tiver um bom desempenho, dou um passo para o “title shot”. Depende muito da politicagem também. Se o (Henry) Cejudo acabar disputando o cinturão com (Cody) Garbrandt, de quem eu ganhei, veremos que o ranking não modifica nada. É muito business.
Fonte: Globo esporte
There is no ads to display, Please add some