- Esportes

Auge na Europa, lesões e fã de Ronaldo: conheça Abel Hernández, novo atacante do Inter

Com seus dreads descoloridos, roupas de grife e toda a pinta de um rapper norte-americano, Abel Hernández chegou ao Beira-Rio na última sexta-feira para vestir a camisa do Inter, primeiro clube brasileiro que defende na carreira, aos 30 anos. Mas sua ligação com o Brasil é bem mais antiga, eternizada em sua panturrilha direita. Ali, repousa uma tatuagem de Ronaldo Fenômeno.

Contratado como reposição a Paolo Guerrero, o uruguaio é fã confesso de Ronaldo. E nutre por ele uma admiração que perdura há décadas, desde 1998, quando o viu brilhar na Copa do Mundo da França.

O “Fenômeno” é uma inspiração e tanto para a missão que o aguarda em solo gaúcho. No Beira-Rio, “La Joya”, como era chamado no início da carreira, transpareceu suas ambições logo na primeira fala como atleta do Inter: fazer gols e conquistar títulos.

“Meus objetivos são ganhar títulos com o Inter. Quando se veste essa camiseta, o importante é levantar troféus. E, claro, como atacante espero fazer gols” (Abel Hernández)
O currículo traz uma referência de peso: ele é o terceiro jogador em atividade com mais gols pela seleção uruguaia, atrás apenas de Edinson Cavani e Luis Suárez. São 29 jogos e 11 gols. Mas para cumprir a promessa ele terá de superar um histórico de lesões e de poucos minutos em campo nas últimas duas temporadas.

– Hernández sempre apareceu nas listas de Maestro Tabárez para a seleção. Mas sempre atrás de Cavani, Suárez e Forlán. Nunca foi titular por conta dessa leva de atacantes. É um atacante alto, goleador, definidor de área. Tem que ver como está a condição física. Mas se estiver bem, pode ser um acréscimo muito importante – afirma o jornalista Ernesto Faría, da rádio 970 Universal, de Montevidéu.

O namoro de Inter com Hernández é antigo. O clube tentou sua contratação no início do ano, mas o vínculo com o Al Ahli, do Catar, tornava o negócio proibitivo. A contratação só virou realidade porque ele rescindiu contrato, ainda em março.

O atacante está livre no mercado e sem atuar desde então. Neste período, seguiu uma rotina pesada de treinamentos em Montevidéu.

– Tentamos fazer uma preparação física para replicar os estímulos que poderia ter em uma equipe de futebol. Não só preparação, mas muito trabalho de campo, muita finalização. Não se podia replicar o ambiente de uma equipe profissional como o Inter, mas era com muita intensidade. Ele fazia nove ou 10 sessões semanais – conta o preparador físico Christian Machin.

Fonte: Globo esporte


There is no ads to display, Please add some