- Economia

Dólar modera ganhos após bater R$ 5,38, com inflação dos EUA em foco

O dólar perdeu fôlego depois de chegar a saltar mais de 2% nesta quinta-feira (13), acima de R$ 5,38, mas continuava em território positivo na esteira de uma leitura de inflação norte-americana mais alta do que o esperado, que pode forçar o Federal Reserve (BC dos EUA) a intensificar o ritmo de seu já agressivo aperto monetário.

Às 13h19, a moeda norte-americana subia 0,15%, vendida a R$ 5,2797. Na máxima do dia até o momento, chegou a R$ 5,3804.

Na terça-feira, o dólar fechou em alta de 1,57%, a R$ 5,2716. Com o resultado, passou a acumular queda de 2,27% no mês, e de 5,44% no ano frente ao real.

O que está mexendo com os mercados?
No cenário externo, investidores avaliam os dados sobre a inflação nos Estados Unidos, divulgados mais cedo, que mostraram que os preços subiram 8,2% no acumulado em 12 meses até setembro – indicando que a alta dos juros nos EUA deve continuar.

A leitura tende a ser de que a instituição monetária precisará continuar firme no processo de aperto monetário, para esfriar a economia de forma a conter a inflação mais alta em décadas. O banco central dos EUA já subiu sua taxa de juros em 3 pontos percentuais desde março deste ano.

Quanto mais agressivo é o Fed no aumento dos juros, mais o dólar tende a se beneficiar globalmente, conforme investidores redirecionam capital para o mercado de renda fixa dos EUA. Além disso, o aperto rígido do banco central tem levantado temores de recessão, o que vem elevando a demanda pela segurança da divisa norte-americana.

Investidores acompanham ainda os desdobramentos eleitorais à medida que se acirra a disputa entre Bolsonaro e Lula para o segundo turno.


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