Danilo foi uma das 62 vítimas fatais do acidente ocorrido na sexta (9) e o primeiro a ser identificado pelo Instituto Médico Legal (IML). O sepultamento dele deve ocorrer às 14h, num cemitério também na região da Penha.
Palmeirense, excelente aviador, uma pessoa capaz de resolver problemas inesperados e que estava sempre sorrindo, Danilo Santos Romano tinha 35 anos e era apaixonado pela profissão. Ele tinha mais de 10 anos de experiência na área e pilotava vários tipos de aeronaves, chegando a trabalhar também em rotas internacionais.Como comandante do ATR72, sou responsável pela segurança dos passageiros, carga e tripulação, bem como pela manutenção da navegabilidade da aeronave, para proporcionar um voo seguro, eficiente e econômico. Sou apaixonado por aviação e comprometido em entregar o melhor serviço aos nossos clientes e parceiros”, escreveu o piloto em seu LinkedIn.
Formou-se em aviação civil na Universidade Anhembi Morumbi, na capital paulista, em 2010. Mais recentemente, em junho deste ano, concluiu uma pós-graduação em Gestão de Segurança de Voo na Unyleya. Além da VoePass, passou por uma companhia aérea do Cazaquistão, a Air Astana, e também pela Avianca.
Em seu perfil no LinkedIn, seus colegas de profissão o descrevem como alguém que se destacava pela “capacidade de resolver problemas inesperados e estar sempre disposto a ajudar seus colegas”, “excelente aviador, excelente ser humano, muito profissional e cumpridor de suas obrigações”. Estava “sempre sorrindo” e “disposto a ajudar”.Na sexta, a aeronave que Danilo comandava apresentou problemas. A decolagem foi tranquila, às 11h46, em Cascavel, no Paraná, mas, menos de duas horas depois, o ART-72 começou a perder altitude, chegou a fazer uma curva brusca e, às 13h22, sofreu uma queda de aproximadamente 4 mil metros a uma velocidade de 440 km/h. Nenhuma das 62 pessoas que estavam a bordo sobreviveu.
Fonte: G1
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