Os nove militares que estavam presos por envolvimento na morte do músico Evaldo dos Santos Rosa e do catador de materiais recicláveis Luciano Macedo – alvos de 80 tiros em Guadalupe – deixaram o batalhão na Vila Militar, na Zona Oeste do Rio, na manhã desta sexta-feira (24). Eles foram presos em abril, por ordem da Justiça Militar.
De acordo com o Comando Militar do Leste (CML), esses militares continuarão em funções administrativas e não poderão participar de atividades com armas ou de operações do Exército até o fim do processo.
Nesta quinta (23), o Superior Tribunal Militar (STM) concedeu liberdade a nove dos 12 militares envolvidos no fuzilamento.
Responsável pela defesa dos militares, o advogado Paulo Henrique Pinto de Melo comemorou a decisão do tribunal. “É o resultado que a defesa esperava. É a correta aplicação da lei penal. A defesa pacientemente esperou por 50 dias”, declarou o defensor.
Os 12 militares se tornaram réus no dia 11. Eles vão responder por homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificada e omissão de socorro.
Segundo a Polícia Civil, o carro do músico foi alvejado por um grupamento militar por mais de 80 tiros. Evaldo morreu no fuzilamento. O delegado responsável pelo caso afirmou que “tudo indica” que os militares confundiram o carro do músico com o de assaltantes.
O caso ocorreu em Guadalupe, na Zona Norte do Rio, em 7 de abril. Na ocasião, o sogro de Evaldo foi baleado nos glúteos, mas a viúva do músico, o filho de 7 anos e uma amiga do casal não se feriram.
O catador de materiais recicláveis, que passava no local e tentou ajudar a família, também foi atingido e morreu dias depois.
O processo
Os outros três militares que participaram da ação militar e já haviam sido libertados por ordem da Justiça respondem ao processo em liberdade. Dois deles dirigiam as viaturas que transportava os militares.
Na denúncia, o Ministério Público Militar apresentou laudos que apontam terem sido disparados 257 tiros de fuzil e de pistola. O carro em que o músico estava foi atingido por 62 disparos, apontaram os procuradores.
No dia seguinte à apresentação da denúncia, a juíza federal substituta da Justiça Militar Mariana Queiroz Aquino aceitou a peça acusatória, tornando os militares réus. O processo tramita na primeira instância da Justiça Militar.
Fonte: G1
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