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Receita e PF fazem operação contra corrupção, sonegação fiscal e enriquecimento ilícito de ex-fiscal

A Receita e a Polícia Federal, com apoio do Ministério Público Federal, fazem uma operação na manhã desta quarta-feira (11) contra corrupção, sonegação fiscal e enriquecimento ilícito de um ex-fiscal.

As equipes federais cumprem 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Sorocaba, São Paulo, Araçoiaba da Serra, Ibiúna e Guarujá (SP). Em Sorocaba, a força-tarefa apreendeu dinheiro em um dos imóveis onde os policiais fizeram busca.

A Operação Coletor investiga crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e associação criminosa que teriam sido cometidos por ex-auditor fiscal da Receita Federal e seus familiares. No início de 2020, o investigado foi expulso pela corregedoria da Receita Federal por improbidade administrativa, informou a Receita.

A Justiça Federal determinou, a pedido dos procuradores, o sequestro de 133 imóveis e de ativos em contas bancárias, até o limite de R$ 421.175.847,23, e veículos. O valor é equivalente ao patrimônio do ex-servidor construído com indícios de irregularidades.

O objetivo da operação é coletar provas destes possíveis crimes de lavagem de dinheiro, tendo por base eventuais crimes antecedentes de corrupção passiva, sonegação fiscal contra a administração pública.

Investigação
A Delegacia de Polícia Federal de Sorocaba (SP) iniciou o trabalho de investigação em 2018, no entanto, o caso já era investigado pela Receita Federal desde 2015.

Fiscal da Receita recolhe documentos em um dos locais investigados em Sorocaba — Foto: Polícia Federal/Divulgação
Fiscal da Receita recolhe documentos em um dos locais investigados em Sorocaba — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Além da sonegação de tributos, o suspeito teria construído um sistema de lavagem de dinheiro com o uso de 52 empresas, todas com atuação no ramo imobiliário.

De acordo com a Receita, a criação das empresas servia para fragmentar entre elas o patrimônio imobiliário do investigado, dificultando a atuação da fiscalização.

Uma parte dos tributos era recolhida, informou a corporação. Os recursos eram divididos como supostos lucros lícitos aos sócios. A Receita Federal identificou, inclusive, empresas que distribuíram lucros em valores maiores do que os movimentados em suas contas bancárias.

Fonte: G1


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