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Rio monitora blocos clandestinos para evitar carnaval na pandemia: ‘Briga de gato e rato’, diz Paes

Com ruas cheias às vésperas do carnaval e números altos de mortes por coronavírus, a Prefeitura do Rio monitora a possibilidade de que blocos clandestinos ignorem a pandemia em meio à folia.

Em entrevista exclusiva ao G1, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM) afirmou que a Secretaria de Ordem Pública (Seop) acompanha eventos que são marcados em redes sociais e diz contar com a ajuda da polícia para evitar cortejos.Segundo Paes, os grandes blocos já se mostraram dispostos a não realizar a festa justamente por conta do cuidado necessário com a pandemia. Entretanto, a espontaneidade da festa preocupa.

Logo depois de assumir o mandato, Paes anunciou o cancelamento do “carnaval fora de época” previsto para julho. Ele se diz otimista com os números da pandemia e afirma que, caso haja uma queda considerável até lá, não descarta remarcar a festa.

“Se Deus quiser, rolou [diminuição em] julho, eu faço os ensaios técnicos na avenida, não tem a menor dificuldade. Agora, o carnaval mesmo oficial não tem como ter. Pode criar uma coisa em cima da hora. Literalmente. Põe a escola [de samba] Em Cima Da Hora no negócio, e faz uma coisa. Mas não dá para programar isso com antecedência”, cogitou.

Nesta quinta-feira (4), o prefeito lança o edital de cultura do carnaval da Prefeitura do Rio.No fim do mês passado, Paes anunciou a retomada das aulas remotas da rede pública municipal para o dia 8. As presenciais estão previstas para o dia 27.

O sindicato de profissionais da educação, no entanto, se recusa a voltar e aprovou a greve em uma assembleia no fim de semana. O prefeito, por sua vez, mantém o cronograma.”A gente está condenando uma geração, isso é quase tão grave quanto a pandemia e seus efeitos na vida das pessoas”, desabafou o prefeito, que já afirmou que as escolas seriam as últimas a fechar em caso de restrições mais severas.

Transferência de renda
A Prefeitura do Rio estuda reformular o Cartão Família Carioca, que dá um complemento de renda às famílias beneficiadas pelo Bolsa Família.

O programa, criado ainda na sua gestão de 2010, serve para igualar o poder de compra dos beneficiários cariocas dos demais participantes do Bolsa Família de outros estados onde o custo de vida é mais barato.

Agora, com a pandemia, a verba pode ser realocada para quem perdeu o emprego e ficou sem renda nenhuma — sem poder, sequer, entrar no Bolsa Família.

Fonte: G1


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