Os professores da rede estadual de ensino do Amazonas oficializaram, nesta segunda-feira (15), o início da greve e paralisação nas atividades dentro das escolas do estado. A classe pede reajuste de 15% – a contraproposta do governo é de 3,93%. Sem acordo, professores foram às ruas nesta manhã, debaixo de chuva, para oficializar a greve.
São duas frentes, da mesma classe, que batalham pelo reajuste. O Sinteam, Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas, e a Asprom Sindical, que é o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus. Ambos pedem o mesmo valor de reajuste.
A Justiça do Amazonas determinou, na sexta-feira (12), ao Sinteam a suspensão do indicativo de greve e, em pedido de tutela provisória de urgência, a abstenção de deflagração da paralisação em qualquer grau. A pena diária é de R$ 20 mil. Alega-se, então, que a greve é ilegal.
O Sinteam, em carreata pelo Centro da capital amazonense, afirma não ter recebido a notificação judicial e segue com o movimento grevista.
“A greve já está acontecendo. Realizamos essa caminhada pelo Centro de Manaus e a greve deve seguir até termos um acordo com o Governo. As escolas estão paradas”, disse Mariane Cruz, assessora do Sinteam.
Asprom Sindical
A Asprom Sindical, que já havia também cumprido o prazo de indicativo, deflagrou a greve dos afiliados às 9h (horário local). O coordenador financeiro do sindicato, Lambert Melo anunciou que o grupo tem a pretensão de atingir a paralisão de 70% dos trabalhadores da área.
O grupo, também debaixo de chuva, se reuniu em protesto em frente à sede do Governo.
“A gente consegue ter uma previsão inicial de que mais de 300 escolas públicas na capital devem parar as aulas. Até o meio da semana, já contando com a adesão de professores de colégios do interior do Amazonas, a gente pretende atingir o limite de paralisação. Tudo dentro da lei”, afirmou Lambert.
Sem acordo com o governo
Em entrevista à Rede Amazônica na sexta-feira (12), o Governador do Amazonas informou que receberia a categoria para ouvir as reivindicações. Segundo Lambert, da Asprom, ninguém foi recebido para diálogo no dia.
Quando foi oficializado o indicativo da greve, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM) informou que se , manteria aberta ao diálogo com os representantes das categorias para apresentar as propostas e possibilidades do Estado em relação às reivindicações dos trabalhadores da educação.
“Desde que iniciou o diálogo com as categorias, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM), as pautas apresentadas têm sido analisadas e poderão ser atendidas em curto, médio e longo prazo, conforme acertado em sucessivas reuniões com os representantes sindicais. Além disso, o Governo já garantiu a reposição salarial de 3,93% e apresentou a proposta de pagamento das progressões horizontais por tempo de serviço, garantindo mais 2% de reajuste para 22 mil profissionais da educação”, informou a Secretaria.
Fonte: G1/Am
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