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Quadro mais grave da malária leva três cidades a decretar situação de emergência

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil reconheceu, nesta sexta-feira (20), situação de emergência de três municípios amazonenses em razão do aumento brusco, significativo e transitório dos casos de malária. O quadro mais grave da doença com a incidência de infecções geradas por parasita motivou situação de emergência.

De acordo com portaria publicada no Diário Oficial da União, as cidades em situação de emergência são:

Os três municípios ficam localizados no Norte do Amazonas e na faixa de fronteira do Brasil com Venezuela e Colômbia. A maioria da população da região é indígena.

Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), a situação do Alto Rio Negro se agravou pela reintrodução do Plasmodium Falciparum, que é um parasita transmitido pelo mesmo vetor da malária, o mosquito Anopheles. O parasita causa quadros mais graves de malária e risco de mortes de pessoas infectadas com a doença.

“Não é só o aumento significativo do número de casos, mas também está relacionado ao aumento e reintrodução do Plasmodium Falciparum, que é espécie de Plasmodium que determina quadros graves e determina óbitos. Inclusive, óbitos são determinados na grande maioria por essa espécie de Plasmodium. A preocupação é essa e a dificuldade da própria área”, explicou o diretor presidente da FVS, Bernardino Albuquerque.

Na prática, o reconhecimento da situação de emergência permitirá mais celeridade na compra de insumos para as ações de combate e diagnóstico da malária.

“Dar maior agilidade na questão de aquisição de insumos e isso tem melhorado a agilidade no que diz respeito ao controle da malária. Outra coisa que vai ser providenciado ainda é questão da aquisição de mosquiteiros impregnados inseticida”, esclareceu Albuquerque.

Em 2018, uma pessoa com quadro grave de malária com infecção pelo parasita foi transferida do interior do estado para Manaus e sobreviveu por ter recebido o tratamento rapidamente.

As ações de combate ao mosquito vetor e diagnóstico da malária já estão sendo executadas, de acordo com a FVS-AM. Porém, o trabalho será intensificado.

“No foco do tratamento e diagnóstico precoce, ou seja, tratar pessoas o mais precocemente possível e fazer o diagnóstico laboratorial. No sentido de iniciar o tratamento e evitar exatamente a evolução para casos graves. Isso está sendo feito em toda Calha do Rio Negro. Não só ampliação da rede de diagnóstico pela microscopia, mas utilizando testes rápidos. A questão do combate ao vetor com borrifação intradomiciliar, mas também a borrifação espacial e manejo ambiental, além da parte de educação e saúde da população”, afirmou Bernardino Albuquerque.

Incidência
O Amazonas liderou a incidência dos casos de malária entre os estados brasileiros e concentrou maior número de casos da doença em 2017, segundo o Ministério da Saúde. Dos 193.876 casos de malária registrados no Brasil, 41,8% dos diagnósticos são de pessoas infectadas nos municípios amazonenses. Em 2016, foram registrados no país 129.248 casos de malária.

Manaus e outros nove municípios do Amazonas concentram a maioria dos casos de malária registrados no estado em 2018. Três cidades da Região Metropolitana da capital estão na lista de maior incidência da doença. Nos dois primeiros meses do ano foram registrados 11.707 casos de malária no estado.

O que é malária?
A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários, transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. Apresenta cura se for tratada em tempo oportuno e adequadamente. No entanto, um tratamento tardio ou deficiente pode levar à morte.

Infectados com malária têm como sintomas febre alta, calafrios, tremores, sudorese (suor) e dor de cabeça, que podem ocorrer de forma cíclica. Muitas pessoas, antes de apresentarem esses sintomas mais característicos, têm náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite.

Fonte: G1


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