- Economia

Dólar opera em leve baixa com IPCA melhor que o esperado, mas inflação americana pesa; Ibovespa sobe

O dólar opera em leve baixa nesta quarta-feira (11), véspera de feriado no Brasil, após a divulgação da inflação de setembro, que veio abaixo das estimativas. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,26% em setembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), enquanto o mercado projetava uma alta maior, de 0,34%.

A moeda chegou a cair com mais força na primeira hora do pregão, mas dados de inflação ao produtor nos Estados Unidos trouxeram mais cautela aos investidores.

Ainda assim, o mercado internacional adota um tom mais positivo hoje, refletindo novos discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que aumentaram a percepção de que novas altas expressivas nas taxas de juros dos Estados Unidos podem não ser mais necessárias.

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em leve alta.

Veja abaixo o dia nos mercados.

Dólar
Às 10h30, o dólar caía 0,21%, cotado a R$ 5,0454. Veja mais cotações.

No pregão anterior, a moeda norte-americana terminou o dia com forte queda de 1,44%, cotada a R$ 5,0562. Com o resultado, a moeda passou a acumular:

queda de 2,04% na semana;
alta de 0,59% no mês;
queda de 4,20% no ano.

Ibovespa
Às 10h30, o Ibovespa subia 0,14%, aos 116.899 pontos.

Na véspera, o índice fechou em alta de 1,37%, aos 116.737 pontos. Com o resultado, passou a acumular:

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O IPCA subiu menos que o esperado, mas mostrou uma aceleração frente à agosto, quando tinha subido 0,23%. A alta da inflação em setembro foi puxada, mais uma vez, pelo aumento nos preços da gasolina – que registrou um avanço de 2,8% no mês.

No acumulado em 12 meses, a inflação tem alta de 5,19%, enquanto no ano, até aqui, o índice avançou 3,50%, ainda dentro da meta de inflação do Banco Central do Brasil (BC), de 3,25%, podendo oscilar entre 1,75% e 4,75%.

Especialistas explicam que inflação controlada é positivo para a economia, principalmente para o controle dos juros. A Selic, taxa básica de juros do país, está em 12,75% ao ano, depois de dois cortes de 0,50 ponto percentual promovidos pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A expectativa é que novos cortes aconteçam nos próximos meses.

Além do tom mais positivo no Brasil, o exterior também traz boas notícias, com destaque para os Estados Unidos. Dirigentes do Fed afirmaram que muitos contratos já estão sendo balizados pelas taxas de juros futuros, do rendimento dos títulos públicos no país, que atingiram o maior patamar desde 2007 na última semana.

Isso pode gerar um efeito na economia desejado pelo Fed, de controle da inflação. Assim, novas altas nas taxas pelo Fed só serão realizadas se houver muita necessidade e com muita cautela, como afirmou o vice-presidente da instituição, Philip Jefferson.

Continua pesando sobre os negócios, porém, a escalada dos conflitos entre Israel e Hamas. A principal preocupação econômica com o confronto é em relação ao petróleo, tendo em vista que a região do Oriente Médio é uma importante produtora e exportadora da commodity.

Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), ainda é cedo para dizer se a guerra trará impactos para a economia, mas há cautela com o preço do petróleo, que pode trazer impactos sobre a inflação e afetar o crescimento econômico em nível global

Fonte: G1


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