- Economia

Dólar opera em queda, negociado abaixo de R$ 5,30

O dólar opera sem uma tendência única nesta quarta-feira (13), com investidores monitorando o noticiário externo e atentos aos desenvolvimentos no processo para eleição dos presidentes das casas legislativas no Brasil.

Às 13h40, a moeda norte-americana subia 0,52%, cotada a R$ 5,2960. Na mínima até o momento recuou a R$ 5,2708. Na máxima, foi a R$ 5,3543,Veja mais cotações.

Na terça-feira, o dólar fechou em queda de 3,26%, vendida a R$ 5,3235. No acumulado no mês e no ano, a moeda tem alta de 2,63% frente ao real.

Em 2021 até a última segunda-feira, o dólar acumulava valorização de 6%, o que deixou o real com o posto de pior desempenho mundial.

Cenário global e local
No exterior, a maioria das moedas latino-americanas operava em queda nesta quarta-feira frente ao dólar.

A cautela nesta quarta nos mercados globais se dava após declarações da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, a qual espera que as medidas de restrição à Covid-19 na Europa sigam até o fim do primeiro trimestre, o que deverá afetar a recuperação do continente.

O mercado monitora ainda a votação, prevista para esta quarta, do processo de impeachment do presidente norte-americano, Donald Trump, na Câmara dos Deputados dos EUA.

Nos EUA, o Federal Reserve (BC dos EUA) comunica na tarde desta quarta o “Livro Bege”, um sumário das condições econômicas atuais que servirá de base para as discussões de política monetária no encontro programado para os dias 26 e 27 de janeiro.

No Brasil, as atenções seguiam voltadas para a corrida nas eleições para as presidências da Câmara e do Senado. O MDB definiu que Simone Tebet enfrentará Rodrigo Pacheco (DEM) na disputa pelo Senado.

Além disso, investidores seguiam reavaliando cenários após a inflação pelo IPCA em 2020 ter ficado no maior nível em quatro anos, reforçando discussão sobre o momento de alta de juros no Brasil — o que poderia aumentar a rentabilidade do real e elevar a atratividade da moeda brasileira.

Na agenda de indicadores, o volume de serviços prestados, que ficou acima do esperado pelo mercado, contribui para a alta das taxas na parte curta da curva de juros, no momento em que os agentes já voltam a atenção à reunião de semana que vem do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

O mercado tem avaliado que parte da pressão sobre o real desde o ano passado decorre do baixo nível de juros, com a Selic na mínima histórica de 2% deixando a moeda brasileira como opção barata para hedge ou mesmo como fonte de financiamento.

O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nos dias 19 e 20 de janeiro para decidir sobre o rumo da Selic. Os analistas do mercado passaram a projetar uma Selic em 3,25% no final de 2021 e em 4,75% em 2022.

Fonte: Divulgação


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