- Economia

Dólar recua e fecha a R$ 4,87, após prévia da inflação vir acima do esperado e de olho em Fed; Ibovespa sobe

O dólar fechou em queda nesta terça-feira (28), na medida em que investidores repercutiam os dados acima do esperado no Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do mês, em novembro.

Indicações recentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que sinalizam que a autarquia pode ter encerrado seu ciclo de alta de juros, também ficaram no radar.

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, encerrou em alta.

Dólar
Ao final da sessão, o dólar encerrou em queda de 0,56%, cotado a R$ 4,8719. Veja mais cotações.

No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em leve alta de 0,02%, vendida a R$ 4,8992. Com o resultado de hoje, passou a acumular quedas de:

0,54% na semana;
3,35% no mês;
7,69% no ano.

Ibovespa
Já o Ibovespa, encerrou com um avanço de 0,64%, aos 126.538 pontos.

Na véspera, o índice fechou em alta de 0,17%, aos 125.732 pontos. Com o resultado de hoje, passou a acumular ganhos de:

0,81% na semana;
11,84% no mês;
15,31% no ano.

O que está mexendo com os mercados?
De olho na agenda de indicadores nacional, o principal destaque desta terça-feira ficou com o IPCA-15, que subiu 0,33% em novembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número veio acima do esperado pelo mercado, que projetava um aumento de 0,30% do indicador no mês, e também representa uma forte aceleração em comparação ao observado em outubro (0,21%). No acumulado de 12 meses, a prévia da inflação subiu 4,84%.

O principal impacto para o IPCA-15 veio do grupo de Alimentação e bebidas, que subiu 0,82% em novembro. Nesse caso, o impulso veio principalmente do segmento de Alimentação no domicílio, que rompeu uma sequência de cinco quedas consecutivas e subiu 1,06% no mês.

Veja quais foram as variações registradas por cada grupo pesquisado pelo IBGE neste mês:

Alimentação e bebidas: 0,82%;
Habitação: 0,20%;
Artigos de residência: 0,24%;
Vestuário: 0,55%;
Transportes: 0,18%;
Saúde e cuidados pessoais: 0,08%;
Despesas pessoais: 0,52%;
Educação: 0,03%;
Comunicação: -0,22%.
Ainda entre os indicadores, os novos dados do Caged de outubro também ficaram no radar. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a economia brasileira abriu 190,4 mil empregos com carteira assinada no mês passadomês passado, uma alta de 18,8% frente ao mesmo período de 2022.

No exterior, as atenções mais uma vez ficaram voltadas para o cenário de juros nos Estados Unidos.

Nesta terça-feira, o diretor do Fed, Christopher Waller, sinalizou que qualquer corte nos juros norte-americanos não teria “nada a ver com a tentativa de salvar a economia ou a recessão”, mas com o objetivo de garantir que a política monetária do país não se torne excessivamente rígida à medida que a inflação recua.

“Se observarmos que a desinflação continua por mais alguns meses — não sei quanto tempo pode ser, três meses, quatro meses, cinco meses — você poderia então começar a reduzir a taxa básica só porque a inflação está mais baixa”, afirmou o diretor ao think tank American Enterprise Institute.
O diretor do BC norte-americano destacou, no entanto, que os preços dos EUA ainda estão “muito altos” e que “é muito cedo para dizer se a desaceleração será sustentada”.

Além disso, Waller também reiterou que “há uma incerteza significativa sobre o ritmo da atividade futura” e que ainda não é possível dizer com certeza se o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) “fez o suficiente para alcançar a estabilidade de preços”.

Entre os indicadores, investidores repercutiram os novos dados do indicador de confiança do consumidor nos Estados Unidos e seguiram na expectativa pelos números de inflação e atividade do país, que devem sair nos próximos dias.

Fonte: G1


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