- Economia

Queda de serviço de nuvem do Google expõe web dependente de poucos provedores

Foi pouco tempo, mas diversos serviços populares ficaram indisponíveis nesta terça-feira (17) por causa de uma falha técnica no serviço de nuvem do Google. Nomes como Spotify, Snapchat e Pokémon Go ficaram, por pelo menos 40 minutos, fora da internet. Mas o que, exatamente, esses aplicativos têm a ver com o Google?

Um dos maiores desafios para quem cria um aplicativo ou serviço na web hoje pode ser resumido com a palavra “escala”. É difícil saber com qual velocidade seu serviço vai crescer, quanto tempo vai levar para chegar ao primeiro milhão de usuários.

Para os empreendedores da web, a “nuvem” é uma solução quase mágica para esse problema: você paga pelo que for necessário, e sua infraestrutura cresce junto como em um buffet por quilo, sem que seja necessário investir para criar uma infraestrutura antes que a demanda chegue, nem deixar capacidade ociosa quando ela não é necessária.

Se você entende a nuvem como a possibilidade de acessar seus arquivos de qualquer lugar, a nuvem para quem cria serviços na web é sinônimo de “infraestrutura elástica”: ela cresce se necessário, mas também diminui fora dos picos de acesso.

Por outro lado, quem tem melhores condições de oferecer esses serviços são alguns poucos provedores que já necessitam de uma grande infraestrutura de processamento e tecnologia para alimentar os seus próprios serviços. Logo, o Google — que necessita de uma infraestrutura gigante para alimentar a busca, o YouTube, o Gmail e outros produtos — é um dos principais nomes do mercado de infraestrutura elástica.

Outro gigante desse mercado é a Amazon. Em 2017, o mesmo problema aconteceu quando um dos serviços de nuvem da Amazon apresentou dificuldades técnicas, derrubando Netflix, Pinterest e – de novo – o Spotify.

Curiosamente, a tecnologia de nuvem foi criada para diminuir o impacto de problemas técnicos. Com ela, um serviço existe em vários computadores ao mesmo tempo, podendo “migrar” de um sistema para outro sem dificuldade (daí a ideia de ser “flexível como uma nuvem”). Quando algo afeta as bases dessa tecnologia, porém, a tendência é que muitos serviços caiam ao mesmo tempo.

Em outras palavras, os prestadores de serviços na web optaram por diminuir o risco de falhas pontuais deixar a infraestrutura a cargo de terceiro (como a Amazon e o Google), mas criaram uma situação em que certas falhas podem derrubar vários serviços de uma só vez.

Temos mais dificuldade para ver as vantagens dessa troca — porque nós não vemos os problemas que nunca aconteceram, nem sabemos quanto esses serviços custariam a mais se tivessem que manter uma infraestrutura tradicional –, mas o custo são eventos como o desta terça e o da Amazon no ano passado: perder diversos serviços de uma só vez.

Fonte: G1


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