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Chefe da RBR diz que teto salarial de pilotos ainda precisa ser analisado juridicamente

No último mês, a Fórmula 1 decidiu pela implementação de um teto salarial de R$ 170 milhões (cerca de 30 milhões de dólares) para os pilotos, que passa a valer a partir de 2023. No entanto, os detalhes da questão ainda carecem de acertos – entre os quais, para Christian Horner, chefe da RBR, estão entraves legais que precisam ser analisados antes da implementação da nova regra.

Embora aprovada pelas equipes, a medida ainda precisa ser oficializada pelo Conselho Mundial de Automobilismo da Federação Internacional do Automobilismo (FIA).

– Não há regra ou regulamento, nada foi votado ainda. Mas isso está longe de ser um conjunto de regulamentações, porque existem todos os tipos de ramificações jurídicas que precisam ser analisadas antes que descobrirmos se é possível implementar isso – disse o britânico.

Diante da incerteza da extensão dos impactos econômicos provocados pela pandemia do coronavírus, a F1 tem tomado uma série de medidas que visam mitigar abalos maiores nas finanças da categoria e das equipes.

Entre as mudanças, está a redução no limite de gastos inicialmente previsto para 2021, que passa de US$ 175 milhões, aproximadamente R$ 991 mi, para US$ 145 milhões (ou R$ 821 mi). Esse valor será diminuído anualmente até 2025, quando a F1 pretende estabelecer o teto orçamentário de US$ 135 milhões, cerca de R$ 765 mi.

O teto excluía os pilotos e principais funcionários das equipes. Hoje, eles estão incluídos na nova regra, que permite ainda que os salários possam ultrapassar o teto – com o valor descontado do limite orçamentário total de cada time, o que para Horner, aponta para uma flexibilidade na proposta:

– Se uma equipe escolher gastar mais que o teto (salarial), isso vai sair do teto orçamentário, então não vai limitar quanto um piloto pode ganhar. É ditar para a equipe que haverá um limite máximo para os pilotos e qualquer coisa além do teto para o gasto com os carros. Mas os custos estão sensíveis para todos no momento e essa foi uma resposta compreensível. A questão foi levantada, tivemos uma resposta, então vamos ver para onde isso vai.

O teto salarial para os pilotos foi aprovado – considerando questões sensíveis – por Toto Wolff, chefe da Mercedes, que paga o salário mais alto da categoria para Lewis Hamilton. O britânico, por sua vez, se disse surpreso com a medida e defendeu que ela seja discutida entre os pilotos e a F1.

Fonte: Globo esporte


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