Naturalizado desde 2015, foram quatro longos anos de espera até que o ponteiro (cubano) Leal estreasse com a camisa da seleção brasileira. Agora, já familiarizado com o elenco brasileiro, o atacante é um dos protagonistas da Liga das Nações que tem o inicio da fase final marcado para o dia 10 deste mês.
Leal aparece em 10º nas estatísticas do torneio na lista dos maiores pontuadores, e melhores atacantes. O jogador aparece com quase 52% de eficiência no ataque e tem revezado a posição ao longo da competição com Lucarelli e Douglas Souza.
O Brasil avançou às finais na liderança do Grupo B, com Irã e Polônia, com onze vitórias em 12 jogos. Agora, o ponteiro que esteve nesta segunda-feira, 1, num Camp de Vôlei em Taubaté, se reapresenta em Saquarema já na terça, 2. Leal avaliou a fase de classificação no torneio e se mostra bastante motivado para as decisões.
– A avaliação que eu faço é perfeita. Nós vencemos quase tudo, jogamos muito bem, ainda mais por serem vários jogadores atuando juntos pela primeira vez. Conseguimos ao longo da Liga uma crescida muito boa, em especial nessa fase final. Na terça-feira já voltamos para Saquarema, então é chegarmos concentrados, treinar mais um pouco. Queremos fazer as finais 100% para conseguirmos essa vitória – ressaltou o camisa 9.
ESTREIA COM O BRASIL
A primeira partida de Leal na Liga das Nações com a camisa do Brasil foi diante da Austrália no jogo dois da seleção. Logo na estreia vestido a amarelinha, o ponteiro marcou 16 pontos e acabou entre os maiores pontuadores do confronto. Esperando pelo momento desde 2015 quando se naturalizou, ele ressalta o que espera daqui pra frente.
– Tô muito feliz por vestir a camisa do Brasil, a participação que eu estou tendo na seleção é ótima, estou ajudando o grupo. Esse é um momento da minha carreira muito importante, então acho que daqui pra frente as expectativas são grandes, eu quero sempre jogar bem, mostrar o porque eu cheguei à seleção – frisou.
SELEÇÃO DOS ASTROS
Leal disputa a posição de ponteiro com uma dupla de peso, Lucarelli e Douglas Souza, atletas do Taubaté e campeões olímpicos em 2016, são os que aparecem no rodízio do técnico Dal Zotto. Ao longo da Liga, Renan tem revezado muito o elenco para dar ritmo de jogo aos recém convocados, além de poupar os atletas que disputaram as finais da Superliga e da Liga italiana, como Leal e o levantador Bruninho.
Mesmo com as disputas por posição, Leal ressalta que complicado mesmo, é se adaptar ao ritmo intenso do treinador brasileiro, Renan Dal Zotto, conhecido por pegar pesado nas atividades.
– Jogar com o Lucarelli é muito bom, a principio foi um pouco difícil, o que também é normal. Minha estreia também foi bastante complicada, mas pouco a pouco comecei a me sentir bem, estou jogando bem e me sinto confortável nos treinos. Tenho aceitando melhor o sistema de treinos deles, que aliás treinam muito pesado (risos). Estou feliz por tudo que está acontecendo – ressaltou.
PONTEIRO DE OURO
Leal atuou no vôlei brasileiro de 2012 até 2018, foram seis anos defendendo a camisa do Cruzeiro, ganhando o carisma de ídolo da torcida e vencendo absolutamente tudo o que disputou. Com a camisa mineira, o atleta conquistou o tricampeonato mundial, o hexacampeonato da Superliga, o penta no Sul-Americano, além dos títulos mineiros.
Em 2018, após a conquista do hexa na Liga, o ponteiro se transferiu para o vôlei italiano, no Civitanova para a equipe do levantador da seleção Bruninho. E por lá, o ‘pé-quente’ que chegou de Cuba, também foi uma máquina de ouros: conquista da Liga dos Campeões de vôlei, além do quinto título italiano diante do Perugia. Leal brinca que a fase dourada é permanente.
– Estou bastante feliz, eu acho que há pelo menos seis ou sete anos eu já venho de uma fase muito boa na minha carreira. Espero continuar assim, principalmente na seleção que agora esse é o objetivo. Nossa meta agora é o pré-olímpico, mas chegamos às finais da Liga das Nações, e eu acredito mesmo que nosso time tem tudo para ganhar, tem demonstrado muita força ao longo de toda competição. E se Deus quiser conseguir esse ouro com a seleção, acredito que seria muito especial para mim.
LEAL OPOSTO?
Na penúltima partida do Brasil na fase de classificação, os comandados de Dal Zotto venceram o Canadá por 3 a 0 em Brasília. O detalhe do jogo foi a mudança feita pelo treinador ao colocar Leal como oposto no segundo set do confronto. Ponteiro de origem, Leal brincou que não é tão fã dessa possível novidade em quadra.
– Eu não gosto muito da posição em si, de ser oposto. Mas acho que o Renan está tentando mexer nas peças, isso é bom. Me colocou pra jogar de oposto, mas creio que foi só algo de um jogo, porque o Allan e o Wallace estão bem demais, estamos bem servidos nesse quesito (risos). Mas acho que o meu trabalho é ajudar o time e conseguir fazer o máximo possível pela seleção, e me sair bem – contou o jogador.
Fonte: Globo esporte
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