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Herdeira de gigantes, Bia se firma à base da técnica e tenta levar Brasil ao topo no Mundial

Bia não se lembra ao certo quando foi convocada pela primeira vez.

– Acho que foi há seis ou sete anos, não sei direito.

À época, Fabiana e Thaisa comandavam o meio de rede brasileiro. Bia, por outro lado, buscava seu espaço, à espera de uma brecha. Aos poucos, passou a ter chances. Fabiana deixou a seleção; Thaisa passou a lidar com lesões. A novata fez boas temporadas em seus clubes, ganhou a confiança de José Roberto Guimarães e, hoje, se firma como referência na posição. Em seu primeiro Mundial, a central é arma importante da seleção na busca pelo título inédito no Japão.

Neste domingo, em Nagóia, o Brasil encara a Alemanha na abertura da segunda fase da competição. As duas seleções se enfrentam à 1h25 (horário de Brasília), e o SporTV 2 transmite a partida ao vivo.

Bia tem bons números no Mundial. Derrota para Sérvia à parte, apareceu bem em todos os outros jogos, seja no bloqueio ou no ataque. Nas estatísticas, aparece como a quarta melhor bloqueadora. Tendo as que passaram antes pela posição como referência, a meio de rede espera poder repetir os passos para levar o Brasil ao topo.

– Eu fico muito feliz por hoje em dia ter a oportunidade de jogar, de dar o meu melhor dentro de quadra. Eu tenho a confiança do Zé e das meninas, isso é muito importante. Eu quero dar o meu melhor para poder trazer esse título e dizer que eu posso ajudar a seleção como gerações passadas fizeram com grandes centrais. Quero manter isso. Brasil sempre teve boas centrais e eu fico muito feliz de poder representar o Brasil em um campeonato tão grandioso como o Mundial – disse a central, que fez parceria com Carol na maioria dos jogos até aqui – Thaisa e Adenízia foram opções no banco.

A confiança de Zé Roberto na central é grande. O técnico acredita que Bia, de 26 anos, tem potencial para se transformar em uma das melhores do mundo na posição. Ela agradece, mas diz ainda ter um longo caminho a percorrer.

– Palavras dele. Eu treino para ser a melhor por mim mesmo, todos os dias. Tem fundamentos que eu preciso evoluir. Eu gosto muito de bloqueio, é um fundamento que eu quero sempre estar bem, preciso melhorar no ataque, no saque. É uma cobrança pessoal. Se for para ser uma das melhores, vou ficar muito feliz. Tem grandes centrais, como a Eda, da Turquia, a Rasic, da Sérvia. Eu as admiro e hoje tenho a oportunidade de jogar contra e aprender com elas. E ser comparada a elas, vindo dele, é um grande elogio.

Com 1,87m, Bia não é uma central tão alta como algumas rivais. Irina Koroleva, da Rússia, por exemplo, tem 1,96m, mesma altura de Thaisa, sua companheira de seleção. Apesar disso, compensa os centímetros a menos à base da técnica.

– Todo mundo sempre disse que eu era uma central habilidosa. Eu sempre gostei muito de defesa, de manchete, de toque. Coisas que uma central não gosta muito de fazer. Acho que temos de ter um diferencial. Não sou uma central grande, como centrais de outros times ou como a Thaisa e a Fabiana, que são muito altas, mas tenho de compensar de outro jeito. E o que eu tenho de fazer é a técnica. Passes com qualidade, chegar no bloqueio com velocidade de perna. Acho que é isso que compensa.

Confira o caminho do Brasil na segunda fase:

Domingo – 07/10
1h25 – Brasil x Alemanha – SporTV2

Segunda – 08/10
1h25 – Brasil x México – SporTV2

Quarta – 10/10
1h25 – Brasil x Holanda – SporTV2

Quinta – 11/10
7h20 – Brasil x Japão – SporTV2

Fonte: Globo esporte


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