Isaquias Queiroz ficou na sexta colocação na prova do C1 1.000m do Mundial de Canoagem Velocidade, disputado em Duisburg, na Alemanha. Na manhã deste sábado, o atual campeão olímpico da prova brigou até o final pelo pódio mas acabou na sexta posição. Os três primeiros foram o tcheco Martin Fuksa, o romeno Catalin Chirila e o alemão Sebastian Brendel, velhos conhecidos de Isaquias.
Com o resultado, Isaquias agora precisa buscar a classificação olímpica continental, ano que vem, no Pan de canoagem velocidade, na Flórida (EUA), em abril. Serão mais duas vagas para as Américas em disputa. Neste Mundial da Alemanha, apenas os cinco primeiros colocados se garantiram nos Jogos de Paris 2024.
– Foi um ano diferente para mim, dei uma diminuída no meu ritmo. Eu preferi diminuir um pouco o treinamento. Comecei a treinar forte em maio só. Eu estava treinando na Bahia, em Ilhéus, estava muito ruim. Eu vim para buscar a vaga. Mas tem o C2 ainda. Para Paris, sim, vou fazer um treinamento bem intenso. Paris é o que eu mais almejo agora – disse Isaquias, que viu o segundo filho, Luigi, nascer em Minas Gerais um dia antes do embarque para este Mundial.
– Meu físico não está o ideal. De Dezembro para cá eu diminuí bastante o treinamento. Não consegui chegar no meu auge. Estava há um ano sem competir internacionalmente. Eu senti um pouco minha lombar, minha cintura. Eu estava 100% para a prova, mas a prova estava muito dura. O cansaço pegou. O meu lugar é no pódio. Só fico chateado em não pegar a vaga olímpica – explicou o brasileiro.
Aos 29 anos, Isaquias tem 14 medalhas em Campeonatos Mundial de canoagem velocidade –são sete de ouro, uma de prata e seis de bronze. A primeira, curiosamente, foi em Duisburgo, há 10 anos. Em 2013, na Alemanha, o baiano de Ubaitaba ganhou o ouro no C1 500m e o bronze no C1 1.000m.
Isaquias ainda tem quatro medalhas olímpicas –um ouro (em Tóquio 2020), duas pratas e um bronze (na Rio 2016). Se ganhar mais uma, ano que vem, em Paris, Isaquias se torna o maior medalhista olímpico da história do Brasil ao lado de Torben Grael e Robert Scheidt, ambos da vela e com cinco pódios.
Ao lado de Jacky Godmann, companheiro das Olimpíadas de Tóquio, Isaquias ficou em sexto na primeira bateria semifinal da prova do C2 500m. Assim, eles não avançaram à final e também não conseguiram classificação para Paris 2024 ainda –só os oito primeiros barcos garantem vaga.
– O Jacky estava em casa desde 2022, acabou se retirando da seleção, queria estar mais em casa com a família. E voltou agora, há dois meses. Treinamos no máximo dez vezes na água. E enfrentamos campeões mundiais, europeus. Mas a gente deu nosso máximo. A gente não tinha capacidade nem de estar na semifinal. Para Paris vamos estar bem preparados. Tenho que falar a verdade: lógico que dava para ter treinado mais, mas escolhi diminuir meu ritmo de treinamento. O que vale é Paris. Troco a medalha do Mundial pelo ouro em Paris – afirmou Isaquias Queiroz após a sexta posição na semi.
DOBRADINHA NA PARACANOAGEM
Mais cedo, na classe VL2 200 metros do Mundial de Paracanoagem, dobradinha do Brasil com as medalhas de ouro para Fernando Rufino e de prata para Igor Tofalini. Com o título, o Brasil também conquistou a vaga rumo às Paralimpíadas de Paris 2024.
– Estar ao lado do campeão paralímpico para mim é um privilégio. Bom para o Brasil fazer essa dobradinha com ele – disse Igor.
– É uma rivalidade muito profissional. Ele é muito mais técnico do que eu, ele é bicampeão mundial. Mas foi uma prova muito difícil, com vento lateral. É isso aí, a vaga foi conquistada. Se Deus quiser em 2024 vamos estar nós dois em Paris – completou Fernando.
Fonte: Divulgação
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