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Samba e autoconfiança: como Abel Ferreira pensa o Palmeiras em reta final do Brasileiro

Rony despencou no gramado aos prantos e Abel Ferreira – na beira do campo – abriu um sorriso largo ao ver as redes da Arena Barueri estufarem pela terceira vez. Era a vitória do Palmeiras, por 3 a 0, sobre o Internacional, para alçar o Verdão à liderança do Brasileiro. A quatro rodadas do fim, a equipe executa a sua própria receita: autoconfiança e samba.

Os ingredientes foram colocados pelo próprio técnico Abel Ferreira, após a vitória sobre o Colorado, com os termos casualmente mencionados entre conselhos e recomendações que o comandante tem feito ao time.

– Não quero um jogador que passe a bola para trás, que é o que faz 90% das equipes brasileiras. Não quero isso, quero samba, quero verticalidade, quero gols – explicou o técnico em referência às laterais do time.

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A “verticalidade”, aliás, citada por Abel Ferreira, consiste especialmente na movimentação de – ao roubar a bola – precisar de três ou quatro passes no máximo para fazer o gol.

Algo que aconteceu, por exemplo, no terceiro gol do Verdão sobre o Inter, quando Vanderlan fez o movimento da intermediária subindo em velocidade pela esquerda para deixar Rony de cara com o gol. Foi o motivo do sorriso do técnico.

Aos 42 min do 2º tempo – gol de dentro da área de Rony do Palmeiras contra o Internacional

Ao mesmo tempo, se não houver a possibilidade de atacar no determinado momento, o plano é que o time mude para o chamado “ataque organizado” – circulando a bola entre os setores para movimentar o adversário e criar espaços por onde infiltrar.

São fundamentos, portanto, ligados ao aspecto tático e técnico do time. É o pedido pelo “samba”.

Ao mesmo tempo, há a necessidade de trabalhar questões referentes também ao psicológico da equipe – que tem sido agora mais consistente, com seis vitórias nos últimos sete jogos, após a queda de rendimento acentuada pelo baque emocional com a eliminação na semifinal da Libertadores.

Para isso, o pedido de Abel Ferreira passa por dois fatores. O primeiro deles: o incentivo à autoconfiança.

– Qualquer equipe faz de mim um bom treinador e qualquer elenco me manda embora. Para mim, os jogadores estão acima dos treinadores. Enquanto estiver aqui, tenho apenas uma missão: ajudá-los a serem melhores, quer as pessoas gostem ou não. Isto não é arrogância, é autoconfiança – disse o técnico.

“Vamos jogar mal algumas vezes? Certamente vamos, mas temos que ter autoconfiança, isso tem que ser algo nosso, não nos pode faltar.”
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E o segundo – diretamente ligado à confiança do time – é o afastamento das críticas. Tema que tornou-se recorrente nas entrevistas do treinador – especialmente entre os meses de setembro e outubro, quando o Palmeiras atravessou o período de um mês sem vitórias, sendo quatro derrotas seguidas na Série A.

Dessa vez, o técnico direcionou a fala em referência ao que chama de 3% dos torcedores que “criticam para influenciar os outros”.

– É isso que digo para os meus jogadores: não se deixem influenciar por esses torcedores, que talvez nem sócios sejam. É por isso que temos um espírito de grupo muito forte. Se forem falar, falem para incentivar.

O Palmeiras agora terá duas semanas para recuperação e treinos antes de entrar em campo novamente, por conta da pausa para a Data Fifa. O próximo jogo será contra o Fortaleza, no Castelão, no dia 26 de novembro.

Fonte: Globo Esporte


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