Uma temporada depois de pendurar as chuteiras, Totti jogou a toalha, pediu o boné e chutou o balde. O maior ídolo da Roma deu entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, no Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni), para explicar as razões de ter decidido renunciar ao cargo de dirigente giallorosso e se despedir da sua casa no futebol nos últimos 30 anos. Mirou seu ataque direto aos empresários americanos que compraram o clube em 2011, principalmente James Palotta, um dos quatro donos e atual presidente do clube.
– Não foi minha culpa, porque eu nunca tive a chance de me expressar, eles nunca me envolveram em um projeto técnico. O primeiro ano pode estar lá, o segundo eu entendi o que eu queria fazer e nunca nos encontramos, nunca nos ajudamos. Eles sabiam do meu desejo de dar tanto a esse time, mas nunca quiseram. Eles me mantiveram fora de tudo.
“Tirar os romanos da Roma sempre foi um pensamento fixo de algumas pessoas”
– No final, eles conseguiram o que queriam.
“Há 8 anos, desde que os americanos entraram, eles tentaram de todas as maneiras nos colocar de lado”
Totti também lamentou o enfraquecimento da equipe da temporada retrasada, quando chegou à semifinal da Liga dos Campeões e foi terceira colocada no Campeonato Italiano, para a passada, em que foi eliminada na fase de grupos da Champions e nem conseguiu a classificação ao torneio pelo sexto lugar da Série A. Disse que os dirigentes optaram por vender os jogadores mais caros para atender facilmente ao FairPlay financeiro.
– Precisamos ser transparentes, especialmente com os fãs. Eu sempre disse: as pessoas têm que dizer a verdade, mesmo que seja feia. Um ano atrás eu disse que Roma ficaria entre o quarto e quinto lugar, e que a Juve já teria vencido o campeonato em janeiro. Eles me disseram que eu sou incompetente, que eu sonho com jogadores e fãs. Tirar sarro das pessoas é fácil, mas, quando você diz a verdade, você é inatacável.
Fonte: Globo esporte
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