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Casa de prostituição que explorava adolescentes é fechada pela polícia em Manaus

Uma casa de prostituição que explorava adolescentes foi fechada por equipes da Polícia Civil (PC), na Zona Norte de Manaus, nessa quarta-feira (14). Na ocasião, foram presos um homem de 43 anos, que foi flagrado mantendo relações com uma adolescente, e uma mulher de 22 anos, apontada como responsável pelo estabelecimento.

De acordo com a delegada Joyce Coelho, da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), a polícia chegou ao local, no bairro Colônia Santo Antônio, após uma denúncia anônima. No momento da desarticulação, 10 mulheres, três homens e duas adolescentes de 17 anos estavam na casa.

“É uma casa que funcionava de uma forma diferente das outras que nós já identificamos, porque ela funcionava no horário diurno. Nós recebemos a denúncia, montamos uma campana e verificamos que, de fato, era verdade. No momento em que estávamos observando, muitos carros paravam no local e a casa já funcionava, há, pelo menos, sete meses”, explicou Coelho.A mulher que foi presa contou que a proprietária do imóvel estava viajando, mas sabia do funcionamento da casa. Segundo a polícia, a mulher revelou que a dona do local era quem atraía as meninas para trabalhar na casa.

As adolescentes contaram à polícia que trabalhavam no local desde o início de setembro. Uma delas chegou ao local primeiro e levou a outra. As outras mulheres, que também se prostituíam, afirmaram que tinham que pagar uma diária de R$ 70 à dona do estabelecimento.

Elas também pagavam multas por atrasos ou por chegarem desarrumadas no local, conforme relato à polícia. No entanto, segundo as mulheres, as adolescentes eram dispensadas de pagar as multas. Para a delegada, isso mostrou uma preferência da proprietária e dos clientes pelas menores.

Na ação, a polícia apreendeu máquinas de cartões de crédito e envelopes de depósito bancário, com dinheiro. Além disso, um telefone com fotos das mulheres e das adolescentes e com uma lista de clientes, e mais um livro de frequência também foi apreendido. Segundo a delegada, no livro constava nomes de outras meninas que não estavam no local no momento do flagrante.

As adolescentes fizeram exames clínicos e deverão receber atendimento psicossocial. As famílias das duas foram acionadas, mas nenhum dos familiares sabia sobre a situação. Uma das adolescentes chegou a mentir em casa, dizendo que trabalhava em um restaurante.

O homem que mantinha relações com uma das adolescentes, no momento do flagrante, e a jovem responsável pelo local devem responder pelo crime de favorecimento à prostituição, outra forma de exploração sexual de crianças e adolescentes. A proprietária da casa já foi identificada pela polícia e deve responder pelos mesmos crimes.

Fonte: G1/AM


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