- Polícia

Empresários suspeitos de morte de sargento em Manaus estão em celas comuns de presídios

O casal de empresários Joabson Agostinho Gomes e Jordana Azevedo Freire, suspeitos de ordenar a morte do sargento do Exército Lucas Guimarães, está preso em celas comuns de unidades prisionais de Manaus.

Eles deram entrada na cadeia nessa quarta-feira (22). Na terça (21), o casal ficou foragido por algumas horas, e se entregou à polícia no começo da tarde. O advogado de defesa alega que eles não tiveram participação no assassinato.

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Joabson está em uma cela no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) e Jordana, no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF).

Joabson e Jordana foram colocados em celas comuns, ou seja, compartilham o cárcere com outros detentos, por não possuírem ensino superior. Eles são donos de uma rede de supermercados do Estado.

Os dois estão em prisão temporária enquanto a polícia colhe depoimentos e mais provas sobre o envolvimento deles no assassinato no sargento.

Crime aconteceu em cafeteria
O sargento do Exército Lucas Guimarães, de 29 anos, foi assassinado a tiros dentro da própria cafeteria, no bairro Praça 14, Zona Sul de Manaus, no dia 1º de setembro deste ano. Um homem chegou ao local em uma motocicleta, entrou no estabelecimento e matou a vítima à queima roupa.

A vítima foi socorrida para um hospital particular, localizado ao lado do local do crime. Ele foi atingido por três tiros na cabeça, não resistiu aos ferimentos e morreu.

O autor dos disparos ainda não foi preso, mas a polícia divulgou imagens de câmeras de segurança que registraram a ação criminosa.

Caso extraconjugal teria motivado assassinato
A delegada Marna de Miranda, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), informou que o caso se trata de um crime passional. A delegada disse que o relacionamento extraconjugal foi comprovado.

O marido da suspeita descobriu o caso após olhar o celular dela. A vítima tinha o relacionamento desde dezembro de 2020.

“A partir dessa descoberta, o sargento passou a ser vítima de ameaças, o que conduziu ele a ter alguns comportamentos. Ele começou a adquirir arma de fogo, contratou segurança privada, vivia com medo e temeroso pela vida. A vítima devolveu uma quantia de R$ 200 mil que foi entregue a um funcionário do supermercado no Batalhão do Exército onde o soldado trabalhava”, completou

Segundo a delegada, a proprietária do supermercado dava dinheiro para o sargento e o marido acabou descobrindo.

“Comprovado nós temos: relacionamento extraconjugal, descoberta desse relacionamento e um desvio de dinheiro da rede de supermercados pela esposa do proprietário”, disse.
Após descobrir as traições, a mulher também sofreu violência doméstica por parte do empresário da rede de supermercados. O empresário contratou um atirador para mandar matar o sargento.

Fonte: G1/AM


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