- Polícia

Governo transfere 9 presos envolvidos em massacre no Amazonas para presídios federais

Um grupo de nove detentos do Amazonas embarcou para presídios federais na tarde de terça-feira (28), segundo informou o governo do estado. Não foi divulgado para quais unidades eles foram levados. A previsão é que novas transferências ocorram nesta quarta-feira (29).

Os presos transferidos são apontados como chefes de grupos criminosos envolvidos no massacre que causou 55 mortes dentro de quatro penitenciárias de Manaus devido a brigas internas entre domingo (26) e segunda-feira (27).

A suspeita das autoridades é de que a barbárie tenha sido motivada por uma disputa pelo comando de uma mesma facção. Na noite desta terça-feira, chegou ao estado o grupo da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP), que ficará por 90 dias dentro das unidades onde ocorreram os conflitos.

Na manhã desta terça, um comboio acompanhou o traslado dos presos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) até o Batalhão de Choque da Polícia Militar, local onde eles passaram por exames de corpo de delito.

Após os exames, os presos seguiram para o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. O trajeto até o aeroporto de Manaus recebeu forte esquema de segurança. O embarque ocorreu por volta das 15h30.

Chefes de facção divididos por diferentes unidades
O diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Fabiano Bordignon, afirmou nesta terça-feira (28), em entrevista exclusiva à GloboNews, que o Ministério da Justiça disponibilizou 20 vagas em presídios federais para isolar os lideres do massacre.

A intenção governo é distribuir os chefes da facção em diferentes unidades prisionais do complexo federal.

Novo massacre
A maioria das 55 vítimas do massacre desta semana morreu asfixia ou golpeada por objeto perfurante. Até esta terça-feira, 16 corpos haviam sido liberados. O massacre é o segundo ocorrido no Amazonas em menos de 3 anos.

Em 2017, os presídios de Manaus já tinham sido palco do maior massacre do sistema penitenciário do estado, com 65 mortes dentro de unidades prisionais — foram 56 casos apenas no Compaj. Naquela época, membros da Família do Norte (FDN) atacaram presos do Primeiro Comando da Capital (PCC) durante uma rebelião que durou 17 horas.

O juiz Glen Machado, titular da Vara de Execução Penal, disse que os novos confrontos ocorreram por causa de uma briga de poder dentro da FDN, que age nos presídios do Norte e Nordeste do país e domina a rota do tráfico no rio Solimões.

“Não se trata de rebelião, mas de disputa interna da FDN”, disse o juiz.

Lista de detentos transferidos na terça-feira
Rivelino de Melo Muller
Adriano Silva Monteiro
Janes do Nascimento Cruz
Jane da Silva Santos
Bruno Souza Carvalho
Anderson Gustavo Ferreira da Silva
Lucirle Silva da Conceição
Adeilton Gonçalves da Silva
Felipe Batista Ribeiro

Fonte: G1


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