- Política

Ex-gerente da Petrobras pede que Moro considere colaboração mesmo sem homologação de delação

O juiz Sérgio Moro recebeu três pedidos nesta quarta-feira (4) de investigados em processo iniciado na 51ª fase da Operação Lava Jato, que apura os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados ao contrato de construção da casa de força da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Em documento de resposta à acusação, o ex-gerente da Petrobras Glauco Colepicolo pede que Moro reconheça sua condição de colaborador independentemente da formalização do acordo com o Ministério Público Federal.

A defesa de Glauco afirma que o depoimento do ex-gerente foi “muito além da mera confissão, pois revelou fatos que podem conduzir a outras investigações, seus autores e também renunciou aos valores oriundos da corrupção e que estão depositados no exterior”.

A defesa do operador financeiro Luis Eduardo Barbosa, outro investigado no processo, também encaminhou documento a Moro e citou a colaboração com a Justiça para o andamento das investigações.

“Em demonstração de boa fé, colaborou ativamente, desde o início, com as autoridades públicas, fornecendo todos os documentos solicitados e colocando-se à inteira disposição para descortinar os fatos”, argumenta a defesa.

Luis Eduardo assumiu que fez repasses a funcionários da Petrobras, mas pede para ser absolvido da acusação de lavagem de dinheiro.

Já o engenheiro Mário Costa Andrade Neto, diretor do Grupo Alusa Engenharia, pede, entre outras coisas, para ser absolvido de todas as acusações.

A defesa alega que Mário “sempre exerceu mero cargo de gerente, não sendo o responsável por qualquer decisão estratégica da empresa” e afirma que não há justa causa para inserir o engenheiro na ação penal.

Fonte: G1


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