A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, disse ser a favor do fundo eleitoral de R$ 4,9 bilhões. Gleisi falou sobre o assunto em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, nesta sexta-feira (22).
O fundo eleitoral foi inflado por meio de uma proposta do relator do orçamento, Luiz Carlos Motta (PL/SP). O texto muda a proposta enviada pelo governo, que previa R$ 940 milhões, para elevar o valor para R$ 4,96 bilhões.
Pela proposta, o valor foi suplementado com recursos da reserva de contingência destinada ao atendimento de emendas de bancada estadual.
“O PLOA 2024 destinou ao Fundo Especial de Financiamento de Campanhas o valor mínimo de R$ 939,3 milhões, o qual ficou distante do valor autorizado para o exercício de 2022 (R$ 4.961,5 milhões)”, informou o relator.
Mais cedo, nesta sexta, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse discordar “totalmente” do valor de R$ 4,9 bilhões previsto para o fundo eleitoral. Segundo Pacheco, a medida é um “erro grave” do Congresso.
Outros assuntos da entrevista:
Agressão do deputado Quaquá (PT)
“Primeiro, a gente tem que entender o contexto que nós estávamos. Eu não me lembro de nenhuma ocasião em que o presidente da República tenho ido à Câmara dos Deputados e tenha sido tratado com tanto ódio, tanto desrespeito quando o presidente Lula foi tratado. Se vocês verem os vídeos, nós estamos recuperando todos os vídeos pela TV Câmara porque estamos entrando com processo na Comissão de Ética contra esses deputados, é estarrecedor. O desrespeito, a falta de compostura com que eles fizeram. Então, tem que entender esse contexto para entender o que aconteceu porque aquilo foi uma reação. É muito difícil, nós estamos todo dia se enfrentando com essas situações na Câmara dos Deputados. Às vezes chega a quase vias de fato dessas pessoas nos agredirem.”
Fim da reeleição
“Eu sou contra o fim da reeleição. Nós temos que ter um mínimo de previsibilidade nas regras, gente. Vocês lembram quando o Fernando Henrique [Cardoso] instituiu a reeleição?! Aliás, de forma bem oportunista porque ele estava na Presidência da República e instituiu a reeleição para a sucessão dele, para ele ser candidato novamente. Depos de lá, o Lula elegeu, reelegeu, a Dilma elegeu, reelegeu […] Naquela época das reeleições do PT começaram “Ah, tem que rever a reeleição, não é bom o instituto da reeleição”. É ruim isso. Agora vai mudar de novo, por quê?”
Evangélicos
“Eu acho que a gente tem que fazer a reflexão que o presidente [Lula] pediu, claro, e temos feito e vamos trabalhar isso na eleição [municipal] de 2024. E para os evangélicos também, acho que é um grande desafio nosso e a gente não pode pensar na população evangélica como categoria religiosa, tem que ser como categoria social. A maioria do povo evangélico é um povo trabalhador, que batalha, que passa por dificuldades e que sabe que os nossos programas, a nossa forma de governar, ela é muito melhor para o povo. Leva renda, leva desenvolvimento, tem preocupação com as políticas sociais. É esse debate que a gente tem que fazer com a população evangélica.”
Fonte: G1
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