- Política

Relatório de comissão isenta o prefeito Marcelo Crivella de culpa em processo de impeachment

O relator da Comissão do processo de impeachment contra o prefeito Marcelo Crivella, vereador Luiz Carlos Ramos Filho, isentou o prefeito de culpa nas ilegalidades do processo de aditamento dos contratos de exploração de publicidade de mobiliário urbano, investigado pela comissão. Em função disso, foi solicitado o arquivamento do processo que tramita na Câmara dos Vereadores.

O presidente da comissão processante, vereador Willian Coelho (MDB), abriu a sessão por volta das 10h30 desta terça-feira (19). Ele agradeceu a todos que participaram do processo, que chamou de “histórico que passamos com louvor”.

O relatório, lido pelo vereador Luiz Carlos Ramos Filho (Podemos), relator do processo, indicou ausência de responsabilidade de Crivella. No entanto, apontou irregularidades na renovação dos contratos que foram objeto para a abertura do processo.

“O voto deste relator, em caráter definitivo, não enxerga responsabilidade pessoal do prefeito, senhor Marcelo Crivella, em nenhuma das denúncias descritas. Julgo pela total improcedência da denúncia (….) entende o relator que o Poder Executivo deverá, de imediato, adotar as providências necessárias para abrir processo contra os servidores que participaram dos processos administrativos, tendo em vista os sucessivos erros no procedimento”, disse o relator.

A próxima etapa do processo é a realização de uma votação na próxima terça-feira (25) em plenário.Prefeito agradece parecer da comissão
Mais cedo, antes da leitura da conclusão do documento, o prefeito se antecipou e já havia agradecido aos vereadores pela decisão. Até as 12h45, os relatores ainda não tinham lido a decisão e o prefeito afirmou, às 12h02, que estava muito grato.

“Eu estou muito satisfeito. Quero agradecer aos relatores. Eu acho que esse foi o único processo do mundo que as testemunhas de acusação defenderam o réu”, afirmou o prefeito.

Para o prefeito, os membros da comissão foram justos. “O relator, o presidente e o membro da comissão emitiram o relatório, sou muito grato a eles, por terem sido justos, ponderados. Espero agora que na semana que vem, no plenário da Câmara de Vereadores, a Justiça prevaleça “, disse o prefeito, na apresentação de ajustes no projeto Jovem Aprendiz da Comlurb, no Palácio da Cidade.

Aliança com a China
Durante a apresentação do projeto no Palácio da Cidade, Crivella sugeriu uma “aliança com a China”. Segundo ele, o país oriental tem muitos homens, e o prefeito se disse impressionado com a quantidade de mulheres no Rio.

“A gente tinha que fazer uma aliança com a China, porque a China não tem mulheres por conta da política de filho único. Quando estavam grávidas de mulheres, abortavam. Então é muito difícil conseguir uma noiva para um rapaz, aqui tem. Nós deveríamos trazer os chineses”, disse o prefeito, sob risos da plateia.

O prefeito ainda citou números de uma pesquisa de opinião que recebeu, com divisão de 54% de respostas de mulheres, e afirmou que, em posse recente na secretaria de Educação, nomeou 148 mulheres entre 150 aprovados em concurso. “É impressionante”, pontuou.

Processo de impeachment
O pedido de impeachment do prefeito foi feito baseado em irregularidades no contrato de empresas de publicidade em pontos de ônibus e relógios de rua. O poder público teria renovado o contrato sem previsão e obtido prejuízo de R$ 8,2 milhões.

Crivella negou as acusações e afirmou que o aditivo das empresas questionado no pedido de impeachment foi embasado por técnicos.

CPI da Comlurb nega irregularidades
Nesta terça (18), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou a participação de Crivella num evento com funcionários da Comlurb – a companhia de limpeza urbana da cidade – aprovou o relatório final livrando o prefeito das acusações. Mas a presidente da comissão decidiu apresentar um voto de protesto.

Por 4 votos a 1, vereadores aprovaram o texto do relator da CPI, o vereador Thiago K. Ribeiro, do MBD. O parlamentar afirmou que Crivella, do PRB, não cometeu nenhuma irregularidade ao pedir votos para o filho num evento durante a campanha, no ano passado, na quadra da Estácio de Sá.

O filho de Crivella concorria à vaga na Câmara de Deputados, mas não foi eleito. A CPI descobriu que funcionários da Comlurb foram levados ao local em 51 ônibus da própria companhia.

O relator da CPI reconheceu que houve uso da máquina pública, mas disse que os culpados eram funcionários da Comlurb, que já foram punidos.

Fonte: G1


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