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Em crise e com carro mediano, Ferrari considera mudanças internas em sua organização

Um mísero sexto lugar de Sebastian Vettel foi tudo o que a Ferrari conseguiu no GP da Hungria, vencido por Lewis Hamilton. Após três etapas na F1 2020, a equipe italiana ocupa uma distante quinta posição no Mundial de Construtores, com apenas 27 pontos, enquanto a líder Mercedes, sua rival nas últimas temporadas, já soma 121, com três vitórias em três corridas. O modelo SF1000 sabidamente tem limitações, e a Ferrari já considera mudanças na sua estrutura interna para aliviar a barra do chefe Mattia Binotto.

– Acho que vimos em Barcelona (na pré-temporada) que não éramos rápidos o suficiente, mas não esperávamos uma situação tão difícil. Portanto, é certamente pior do que as expectativas. Com três corridas seguidas, faltam algumas semanas para Silverstone, e em Maranello será importante considerar todos os aspectos do carro e da organização: seja o que for que precisamos melhorar – admitiu Binotto após o GP da Hungria.

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Binotto revelou ainda que as mudanças no modelo SF1000 surtiram algum efeito, tanto que Sebastian Vettel e Charles Leclerc dividiram a terceira fila em Hungaroring em condições normais. No entanto, o fato de as equipes não poderem construir novos carros em 2021 deve impedir a Ferrari de brigar por vitórias até mesmo num médio prazo. O chefe da Ferrari reconheceu que falta descobrir o que, de fato, há de problemático no carro:

– Penso que as atualizações que trouxemos na Áustria melhoraram a correlação entre túnel de vento e pista. Pelo menos abordamos esses pontos. É muito simples. Certamente, não ter total liberdade tornará nosso trabalho mais difícil. Só podemos entender o quanto podemos reduzir a desvantagem quando compreendemos completamente a razão pela qual somos tão lentos.

Outra questão polêmica é a falta de potência do motor da Ferrari. Depois de um polêmico acordo com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para que a equipe italiana readequasse seu motor após as acusações das rivais de que a unidade de potência infringia o regulamento, em 2020 o déficit é evidente.

– O déficit em termos de desempenho ainda está presente. Falta velocidade nas retas e nas curvas. No geral, o carro precisa ser melhorado em todas as áreas – admitiu.

Fonte: Globo esporte


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