Fabrício Werdum se despediu do UFC em grande estilo, quando finalizou Alexander Gustafsson na Ilha da Luta, em julho, encerrando seu ciclo no principal evento de MMA do mundo.
Um mês após o duelo, o ex-campeão dos pesos-pesados contou ao Combate.com que a vitória diante do sueco lhe motivou a lutar mais do que havia planejado.
– Já faz mais de um mês que fiz essa última luta, passa muito rápido. Nesse tempo aproveitei para descansar um pouco com a família, e fiz algumas coisas no Brasil. Sempre é muito bom a vitória, acontece muita coisa boa após uma vitória como essa. Foi minha última luta no UFC, e agradeci todos esses anos de relação com o evento. Foram muitas coisas boas, algumas coisas ruins, mas isso faz parte. Estamos negociando, mas indo com calma. Depois dessa luta com o Gustafsson, da forma como foi, é momento de virar campeão de novo. Me senti muito bem, e depois disso resolvi lutar muito mais. Estava pensando em fazer mais umas duas ou três lutas, mas agora decidi que sei que tenho muito mais pra mostrar e quero lutar mais dois anos. Já que eu decidi lutar dois anos, quero fazer de três a quatro lutas por ano.
Werdum garante que ainda não tem seu próximo passo definido, mas não esconde alguns de seus planos, o que inclui ceder uma revanche a Fedor Emelianenko, que foi finalizado pelo brasileiro em 2010, no Strikeforce.
– Eu quero fazer superlutas, tem a revanche com o Fedor que a galera quer ver. Tem a possibilidade do ONE Championship, que é um evento muito legal, eles tem muito respeito pelos lutadores. O Brandon Vera, que é campeão do ONE, é um cara que já ganhei, então pode ter essa revanche. Se isso acontecer, tenho certeza que consigo finalizar ele. Não só ele, mas qualquer outro lutador. Não quero tirar onda, mas é a confiança que tenho no meu jogo de MMA. Sou um cara completo, não era antes, mas hoje em dia tenho um jogo completo pra pegar qualquer um quando eu estiver bem preparado.
– Quero cinturão também. Eu não tive o cinturão do Strikeforce. Na época que eu lutei com o Fedor eu queria mais lutar com ele do que qualquer outra coisa, não pensava em cinturão. Hoje em dia eu penso em ter um cinturão do Bellator. A gente sabe que quando você é campeão do evento é diferenciado mesmo. Tudo acontece quando é o campeão. Já senti isso várias vezes e quero continuar sentindo.
Durante a promoção da luta entre Stipe Miocic e Daniel Cormier no UFC 252, muitos apontavam que o vencedor do duelo seria considerado o melhor peso-pesado de todos os tempos. Miocic venceu o combate, mas o brasileiro não concorda com esse status.
– Eu respeito muito o Fedor. Pra mim, ele continua sendo o melhor de todos os tempos. Atualmente, o Stipe Miocic é o campeão, mas eu, e acho que a maioria dos fãs também, não acredito que ele seja o melhor de todos os tempos. Ele mostrou que é o melhor do mundo no momento, mas não tem história suficiente pra ser o melhor de todos os tempos.
Enquanto Werdum se retira do UFC e esvazia a divisão dos pesados, que teve ainda a aposentadoria de Daniel Cormier, um novo nome chega na categoria: Jon Jones. O brasileiro acredita que o ex-campeão dos meio-pesados pode se sair bem nesta nova fase.
– O que eu sempre falo é que ele já é um peso-pesado. Ele, Gustafsson, e alguns outros são pesos-pesados que baixam para lutar até 93kg, mas eles não vão ter problema nenhum em lutar na categoria de cima. Acredito que o Jon Jones, pelo grande lutador que ele é, não vai ter problema nenhum, e pode até ser campeão dos pesos-pesados. Na minha luta com o Gustafsson ele pesou 109kg! Como um cara que luta de 93kg estava naquele tamanho e não estava gordo? É que esse é o peso dele. São caras grandes que baixam de categoria.
Fonte: Globo esporte
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