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Chefe da Ferrari sugere que Leclerc tem potencial para ser líder como Schumacher

Charles Leclerc se estabeleceu como principal nome da Ferrari na Fórmula 1 em 2020, quando a escuderia italiana faz um de seus piores campeonatos. Assim como em 2019, o piloto de 23 anos obteve os melhores resultados do time e voltou a superar o companheiro mais experiente, Sebastian Vettel, o que para o chefe Mattia Binotto coloca o monegasco na mesma direção de Michael Schumacher – protagonista da guinada da equipe no fim da década de 1990.

– Sem dúvida há semelhanças. A Ferrari em 1995 estava investindo como investimos hoje, em tecnologias, mas também nas pessoas, empregando jovens. Também havia um piloto como líder, Michael na época. Hoje, temos Charles. Obviamente ele não é tão experiente quanto Michael porque ele não é um campeão mundial, mas temos um líder claro. Acho que isso é importante – disse Binotto.

A Ferrari do final dos anos de 1990 estava na sombra de rivais como a Williams, McLaren e a Benetton, campeã com Schumacher em 1994 e 1995. No ano seguinte, o alemão migrou para o time de Maranello, acompanhado posteriormente por grandes nomes da hegemonia da equipe como o diretor Ross Brawn e o projetista Rory Byrne – hoje chefe do departamento técnico criado pela Ferrari há alguns meses. O primeiro título, que encerraria um jejum de 21 anos da escuderia, viria em 2000.

Chegando na Ferrari em 2019 após dois anos em que a escuderia protagonizou a briga pelo título com Sebastian Vettel, Leclerc obteve duas vitórias, uma a mais que o tetracampeão, sete pole positions, e terminou o campeonato em quarto lugar, enquanto Vettel ficou com a quinta colocação.

Na temporada de 2020 – o pior começo de ano da década do time -, o monegasco ainda subiu ao pódio em duas ocasiões e se manteve entre as cinco primeiras colocações do Mundial de pilotos; já Vettel, atual 13º colocado, voltou a subir no pódio após um ano longe das três primeiras colocações apenas no GP da Turquia, em novembro.

– Charles precisa se desenvolver porque o sucesso da Ferrari amanhã dependerá da maneira como ele se comportará como líder, mas embora Michael já fosse um líder, Charles está evoluindo. Este ano ele pilotou ainda melhor que no ano passado com um carro difícil, tem sido forte, consistente, entende os pneus. Isso é experiência, mas não só como piloto; ele está crescendo como homem – elogiou Mattia Binotto.

O monegasco teve seu contrato com a Ferrari renovado no fim do ano passado até 2024. Na próxima temporada, ele dividirá a equipe com Carlos Sainz, que deixará a McLaren no fim deste ano para substituir Vettel – que por sua vez, vai ocupar a vaga deixada por Sergio Pérez na Aston Martin.

Fonte: Globo esporte


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