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Avaliação médica na cadeia aponta que João de Deus está ‘clinicamente bem’ após relatos da defesa de ‘dores, suores e tremedeira’

A Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) informou que João de Deus passou na manhã deste sábado (5) por uma nova avaliação médica. Segundo o órgão, ele está “bem clinicamente”. Porém, a defesa do médium alega que ele segue reclamando e fez várias queixas, como “suores, tremedeira, fraqueza e dor na boca do estômago”. Preso após denúncias de abusos sexuais, ele nega os crimes.

Ainda conforme a DGAP, o estado de saúde do médico é acompanhado “correntemente” pela Gerência de Saúde do Núcleo de Custódia, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital, onde está detido.

Apesar disso, a defesa do médium discorda da avaliação. Segundo o advogado Alberto Toron, João de Deus apresenta dores e um “notório abatimento”. Ele conta que visitou o preso na manhã de sexta-feira (4).

À tarde, ainda conforme Toron, mais dois advogados encontraram o médium, que relataram à carceragem que ele estava com dores estomacais.

Ida ao hospital
Na quarta-feira (2), João de Deus passou mal, teve sangramento na urina e foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Parque Flamboyant.

De lá, ele precisou ser transferido para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), onde passou por exames mais detalhados. Como a unidade de saúde não viu motivos para uma internação, ele teve alta e foi levado de volta ao presídio já na madrugada de quinta-feira (3).

A juíza Marli de Fátima Naves havia enviado um documento ao Supremo Tribunal Federal (STF), após determinação do presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, afirmando não haver, “até a presente data”, necessidade de que o médium João de Deus receba atendimento especializado em cardiologia. A magistrada se posicionou após pedido da defesa do médium, que havia solicitado a transferência dele da cadeia para um hospital.

Toffoli pediu, no mesmo dia, que a Procuradoria Geral da República (PGR) reavalie a posição sobre o habeas corpus do médium. Conforme andamento do processo, Raquel Dodge tem 48h para se manifestar “a respeito dos fatos novos aportados aos autos”.

Situação atual

  • Ministério Público Estadual de Goiás denunciou João de Deus por violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável no dia 28 de dezembro. Órgão também recorreu de decisão que determina prisão domiciliar de João de Deus por posse de arma;
  • Médium está preso desde o dia 16 de dezembro;
  • Ele é investigado por estupro, estupro de vulnerável, violação sexual mediante fraude e posse ilegal de arma;
  • João de Deus prestou depoimento para a Polícia Civil, quando foi preso, e ao MP-GO, no dia 26 de dezembro;
  • Esposa do médium foi ouvida pela Polícia Civil no dia 26 de dezembro e disse que não sabia de crimes;
  • Defesa teve dois habeas corpus pelos crimes sexuais negados e foi ao STF; Justiça concedeu prisão domiciliar por posse de armas no dia 27 de dezembro, mas ele foi mantido preso por violação sexual;
  • MP recebeu mais de 600 emails pelo endereço denuncias@mpgo.mp.br e identificou cerca de 260 vítimas em seis países até o último balanço, em 27 de dezembro;
  • Mulheres que denunciaram João de Deus ao MP tinham entre 9 e 67 anos ao serem abusadas, conforme relatos;
    Polícia Civil colheu depoimentos de 16 mulheres. Ministério Público já ouviu mais de 100, até o dia 28 de dezembro;
  • Em operações em endereços ligados a ele foram achadas armas, pedras preciosas e mais de R$ 1,6 milhão;
  • Fazenda do médium foi alvo de vandalismo no dia 26 de dezembro;
  • Justiça determinou o bloqueio de R$ 50 milhões das contas de João de Deus;
  • Casa Dom Inácio de Loyola segue funcionando, mas registrou queda de 50% no movimento segundo último balanço da administração, 27 de dezembro;
  • João de Deus passou mal no dia 2 de dezembro, foi levado a duas unidades de saúde e depois teve alta e voltou ao presídio;
  • Presidente do STF, ministro Dias Toffoli ordendou, em 3 de janeiro, que a Justiça de Goiás informasse, em 48 horas, qual a situação de saúde de João de Deus;
  • Defesa de João de Deus pede que ele seja transferido para hospital;
  • Juíza Marli de Fátima Naves responde a Toffoli e diz que não há necessidade de transferência para hospital;

Fonte: G1


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