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Brumadinho: dois meses após rompimento de barragem, mais de 90 vítimas ainda não foram encontradas

A maior operação de resgate da história de Minas Gerais chega ao 60º dia nesta segunda-feira (25). Há dois meses, a Barragem do Feijão, da Vale, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, se rompeu.

O “mar de lama” matou centenas de pessoas, destruiu plantações e contaminou o Rio Paraopeba, um dos afluentes do Rio São Francisco.

De acordo com último balanço da Defesa Civil, 212 mortes foram confirmadas e 93 pessoas ainda estão desaparecidas. Não há prazo para o fim das buscas.Nesta segunda-feira (25), 129 bombeiros continuam trabalhando em 23 frentes na área soterrada pela lama de rejeitos. Cães farejadores e helicópteros ajudam nas buscas.

A Barragem do Feijão tinha um volume de 12,7 milhões de m³ de rejeitos de minério de ferro. Ela estava entre as dez estruturas que seriam descomissionadas pela mineradora.
CPI
Nesta segunda-feira (25), começa a fase de interrogatórios na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Barragem da Brumadinho, realizada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Os deputados vão ouvir representantes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e das polícias Militar, Civil e Federal. O objetivo é saber detalhes sobre a coleta de informações e investigações.

A CPI pretende apurar as causas do rompimento da barragem, reunir provas e acompanhar a reparação de danos.
Investigações
Treze pessoas são investigadas por envolvimento no desastre da Vale em Brumadinho. Entre eles estão onze funcionários da mineradora e dois consultores da empresa alemã TUV Sud. Todos foram presos por duas vezes, mas agora respondem pelo processo em liberdade.

De acordo com o Ministério Público (MP), as prisões foram pedidas à Justiça porque, segundo a promotoria, eles “tinham pleno conhecimento da situação de estabilidade da barragem”.

Fonte: G1


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