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Comerciante é internada com necrose após procedimento estético

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga um novo caso de procedimento estético irregular no Estado. A comerciante Angela Pedrosa, de 25 anos, está internada em estado grave após se submeter a uma aplicação para aumentar os glúteos.

De acordo com a família, Angela começou a passar mal durante o procedimento, feito em casa, no dia 17 de setembro.O relatório médico mostra que a comerciante procurou o Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande, na zona oeste do Rio, horas depois da aplicação. Desde então, Angela não saiu do hospital.

A paciente deu entrada na emergência com uma infecção grave nos glúteos, que acabou evoluindo para um quadro de necrose. A jovem, que já havia passado por um procedimento semelhante, segue internada em estado grave há 15 dias.

A massoterapeuta responsável pelo procedimento teria parado de responder as tentativas de contato da família. A Polícia Civil também não encontrou a suspeita.Pelo menos outras quatro mulheres foram vítimas fatais de procedimentos estéticos no Rio de Janeiro este ano.

O caso de maior repercussão foi o da bancária Lilian Calixto, de 46 anos, que morreu em julho após a aplicação de 300 ml de substância sintética nos glúteos, em operação realizada na cobertura de um médico na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A vítima apresentou complicações e chegou a ser levada em estado grave a um hospital no mesmo bairro, mas não resistiu após quatro paradas cardíacas.

O médico responsável pelo procedimento, Denis Cesar Barros Furtado, conhecido como “Dr. Bumbum”, sua namorada, a técnica em enfermagem Renata Fernandes, e a mãe dele, Maria de Fátima Barros, que também é médica, foram presos e indiciados por homicídio qualificado e associação criminosa.

No mesmo mês, a modelo Mayara da Silva dos Santos, de 24 anos, passou por um procedimento estético em um hotel no Recreio dos Bandeirantes, também na zona oeste, horas antes de passar mal e morrer a caminho do hospital. As envolvidas no caso não foram encontradas pela polícia e continuam foragidas.

Dias depois, a professora Adriana Ferreira Capitão Pinto, de 41 anos, morreu após se submeter a uma lipoaspiração no abdômen e a uma lipoescultura nos glúteos em uma clínica em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. A médica responsável pelo procedimento não tinha especialização para a cirurgia, de acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

O caso mais recente é o da microempresária Fernanda Assis. Cerca de uma semana após passar por uma aplicação para aumentar os glúteos, Fernanda deu entrada em um hospital da zona oeste, com inchaço no corpo e dificuldade para respirar. No dia seguinte, seu quadro de saúde se agravou e ela precisou ser entubada, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e acabou não resistindo.

A responsável pelo procedimento, conhecida como “Dani Bumbum” ou “Dani Sereia”, está presa. Ela é acusada de injetar silicone industrial em mais de 40 vítimas.

Fonte: R7


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