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Especialistas explicam causas e soluções para transtornos causados por temporais no Rio

Os problemas causados pelas fortes chuvas no Rio de Janeiro na segunda (8) e terça-feira (9) poderiam ser evitados, segundo especialistas. Houve alagamentos, deslizamentos de terra e quedas de árvores em toda a cidade. Ao menos dez pessoas morreram em razão das chuvas.

Para o engenheiro civil Manoel Lapa, os alagamentos e deslizamentos ocorrem com frequência como resultado do entupimento das galerias, das chuvas recorrentes e da própria geografia da cidade, com matas, morros e vales.

O engenheiro destaca pontos a serem observados pelas autoridades como fatores preventivos:

Manutenção nas vias esburacadas e nos sistemas de drenagem
Investimento em barragem de retenção de água nos morros para retardar a chegada da água das vias
Reflorestamento
Obras de prevenção e conservação
“Anos após anos, os prefeitos se dizem surpreendidos com as fortes chuvas, mas eles não investiram em galerias de águas pluviais. Mesmo que limpas, os danos ocorreriam, pois é preciso investimentos em outras coisas como tratamento do solo, para ser mais permeável e absorver mais água”, avalia Manoel Lapa.

Túnel pela metade
O especialista menciona ainda o fato de que um túnel projetado para captar as águas excedentes de chuvas dos rios Rainha, dos Macacos, na Zona Sul do Rio, do Maracanã e Joana, na região da Tijuca, só ter sido construído pela metade – se concluído, poderia ajudar a combater as cheias na região.O projeto chegou a sair do papel na década de 1970, mas nunca foi terminado.

“Água é solução. Ela só é um problema quando não nos preparamos. As autoridades sabem exatamente o que fazer para prevenir o caos, mas o trabalho é sempre insuficiente porque pensam no imediatismo. Os recursos são alocados aos orçamentos, mas não são executados, ou porque são desviados para outras áreas ou para outros fins”, aponta o engenheiro.O especialista em gerenciamento de riscos Carlos Camargo diz que as categorias do Alerta Rio precisam ser revistas. Segundo ele, as três categorias (“normalidade”, “atenção” e “crise”) não são suficientes. Para ele, mais um nível de alerta (“urgência”) deve ser acrescentado para facilitar o entendimento do cidadão.

Ele sugere ainda uma comunicação mais rápida com estabelecimentos comerciais.

“O grande problema hoje é que o simples fato do anúncio de que a cidade está numa determinada categoria não significa que as pessoas devam evitar a sair de casa, que aulas devam ser suspensas, ou que o comércio deve fechar mais cedo. Poderia ter o nível 4, mais urgente. A partir do anúncio de que a cidade está no nível 4, por exemplo, a imprensa e toda a sociedade já saberiam, automaticamente, que certos serviços estarão suspensos, que aulas não ocorrerão. Essa economia de tempo evita mortes, congestionamentos quilométricos que dificultam eventuais salvamentos”, explica Camargo.

Fonte: G1


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