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Fachada de prédio desaba e deixa moradores presos em área nobre de Fortaleza

A fachada de um prédio residencial desabou na Avenida Barão de Studart, no Bairro Joaquim Távora, área nobre de Fortaleza, na manhã desta quarta-feira (9). Os moradores que estavam do imóvel ficaram presos devido aos escombros na escada e só conseguiram deixar o local com a ajuda do Corpo de Bombeiros, por volta das 10h30. Não há feridos.

O Corpo de Bombeiros informou que ainda não é possível identificar se o desmoronamento comprometeu a estrutura do imóvel. A Defesa Civil é aguardada no local para avaliar a situação.

O prédio onde o desabamento aconteceu possui três andares, além do térreo, e tem seis apartamentos. O imóvel possui cerca de 40 anos, segundo os bombeiros. Moradores do local e do entorno foram retirados dos imóveis pelos bombeiros e a Defesa Civil civil está no local acompanhando a ocorrência.

A Polícia Militar também foi acionada para o local e isolou a área com fitas. A calçada do prédio ficou cheia de escombros.

O trecho da Avenida Barão de Studart onde fica o prédio está bloqueado por carros da polícia e do Corpo de Bombeiros.

Susto
O metalúrgico Milton Oliveira, 48 anos, estava trabalhando em um prédio em frente ao local quando o desabamento da fachada aconteceu. Segundo o ele, dois funcionários de uma empresa de internet, uma idosa e uma criança conseguiram sair do prédio sem ferimentos.

“Estava em um prédio do outro lado da rua fazendo a manutenção de um portão quando desabou, pra mim tinha sido uma carreta que tinha batido, quando nós corremos tinha desabado. Tinha um casal dentro e saiu rápido, graças a Deus está tudo bem. Dois rapazes da internet saíram correndo de dentro. Foi um barulho alto. Depois do desabamento saiu uma senhorazinha e uma criança”, relembra Milton.

A dona de casa Maria do Carmo, 57 anos, estava passando pela região e viu uma correria quando a fachada desabou. “Só deu tempo chegar em casa e recebemos a notícia que o prédio atrás estava caindo aí. Moro aqui nessa rua de trás. Não ouvi, só que o povo estava correndo tudo para cá. Era 8h e pouco, faz uns 40 minutos, nós estávamos caminhando”, disse.

Moradores retirados de prédios
Os moradores do prédio onde o desabamento ocorreu e dos imóveis do entorno foram retirados pelos bombeiros.

De acordo com o síndico do edifício vizinho, o funcionário público Josemar Barbosa, minutos antes da fachada cair, a funcionária de uma loja localizada embaixo do prédio onde ele mora ligou em busca do contato do síndico do prédio onde o acidente aconteceu, pois ela havia escutado um “estalo”.

“Foi um susto. Na realidade, eu estava no meu apartamento, e a moça da loja aqui debaixo me ligou perguntando se eu conhecia o síndico de lá. E aí eu informei que não, ai ela disse ‘não porque tem um estalo aqui e a gente tá com medo’. Ai eu disse ‘não, vocês comuniquem ao pessoal do condomínio’. Quando eu abri a minha janela, que dá de frente para o condomínio vizinho, eu vi já a movimentação de algumas pessoas, embaixo. Quer dizer, eles já tinham tomado conhecimento. Aí com dez minutos, a marquise caiu”, afirma Josemar.

O prédio onde Josemar mora tem 12 apartamentos e 50 pessoas foram retiradas do local. Os moradores de seis casas vizinhas também tiveram que deixar os imóveis.

O major Juliano Rocha, do Corpo de Bombeiros, afirma que a medida foi tomada por precaução, para evitar outros acidentes. “Apesar do evento ter acontecido somente nesse prédio, nós da operação achamos mais adequado evacuar os prédios do entorno. A Defesa Civil vai fazer a vistoria e, após a vistoria, a gente vai avaliar se os do entorno podem voltar ou não voltar, se eles precisam ficar alguns dias a mais”, disse o agente.

Defesa Civil
O coordenador da Defesa Civil de Fortaleza, Luciano Agnelo, foi ao local e informou que o órgão vai fazer uma vistoria no prédio e no entorno para avaliar a situação da região e decidir se a via e os imóveis continuarão interditados.

“A gente está aguardando o engenheiro da Defesa Civil para que a gente possa fazer a primeira vistoria, interna e externa, com o Corpo de Bombeiros, para que a gente possa ter uma noção do que realmente está acontecendo nesse momento. Tanto no prédio onde houve o colapso da laje, como nos prédios vizinhos e casas, para que a gente possa ter noção do que a gente vai poder fazer ao longo da semana, se a via vai permanecer interditada, ou se vai poder liberar parte da via”, disse Agnelo.

Após a conclusão dos levantamentos, segundo o coordenador da Defesa Civil, um relatório será encaminhado para a Secretaria de Infraestrutura. “O relatório da Defesa Civil é percepção de risco, então após feito esse laudo a gente vai passar para a Secretaria de Infraestrutura, e solicitar dos moradores, principalmente do síndico, que haja inspeção predial no local, que eles possam contratar um engenheiro para se responsabilizar pela situação do prédio. Um prédio que já tem 40 anos de existência e ninguém sabe a última manutenção que foi feita no local”, afirma.

Fonte: G1


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