- Brasil

Faxineira que esteve no apartamento da família de Henry Borel presta depoimento nesta terça

A faxineira que esteve no apartamento da família do menino Henry Borel, de quatro anos, que morreu na madrugada do dia 8 de março, é esperada pela Polícia Civil para prestar depoimento nesta terça-feira (23).

Na tarde do dia 9 de março, agentes fizeram uma perícia no apartamento de Monique Medeiros, mãe da criança, e do vereador Dr. Jairinho, padrasto do menino. Porém, quando os peritos chegaram, a funcionária já tinha feito a limpeza do local.

Em depoimento na 16ª DP (Barra da Tijuca), Monique disse que, após a morte da criança, no hospital, um policial disse que ela deveria ir para casa, já que iriam fotografar o apartamento.

A mãe do menino disse que não contou à empregada o que tinha acontecido e, na hora do almoço, falou para ela tirar o dia de folga.

A versão apresentada por Dr. Jairinho sobre a funcionária é diferente. Ele disse que, ao chegar em casa por volta de 10h, ele se deparou com Monique, a empregada e uma assessora conversando.

Perguntado se Monique havia comentado algo com a empregada, o padrasto de Henry respondeu que ela disse que contou o que havia acontecido.Depoimento até a madrugada
Os profissionais de saúde, uma enfermeira e duas médicas do Hospital Barra D’Or, que atenderam o menino Henry Borel na madrugada do dia 8 de março, prestaram depoimento na 16ª Delegacia, na Barra da Tijuca, até a madrugada desta terça-feira (23).

O perito que fez o laudo de necropsia também foi ouvido, mas no Instituto Médico Legal (IML), na Região Central do Rio.

Mensagens após a morte
Em mensagens trocadas entre os pais de Henry no dia 9, um dia depois da morte do menino, Monique Medeiros desabafa ao ex-marido:

“Já sabemos o motivo do Henry ter ido embora? Não consigo acreditar, parece um pesadelo sem fim. Estou sem chão. Vontade de morrer.”

Ela pergunta ao engenheiro Leniel Borel, pai de Henry, quando será o enterro do filho. Ela fala também sobre a dor que está sentindo e questiona a demora na liberação do corpo.

“Que horas poderemos enterrar nosso filho”, diz Monique.

Leniel responde : “Estou aguardando o IML”.

Ela insiste afirmando que já se passaram 24 horas da morte e faz novo desabafo:

“Se eu pequei alguma vez , foi por excesso, nunca por falta. Minha consciência está tranquila e ele está nos braços do Pai.”

O apartamento
Neste domingo (21), o Fantástico mostrou o interior do apartamento onde o menino Henry morava como a mãe e o padrasto, o vereador Doutor Jairinho (Solidariedade).

O casal se mudou para um condomínio na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, em janeiro deste ano. A reportagem mostrou alguns cômodos do apartamento.

Fonte: G1


There is no ads to display, Please add some

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *