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‘Meu irmão foi alvejado só porque é negro’, diz parente de gari morto ao sair para trabalhar

A família do gari Marcelo de Almeida da Silva, morto com um tiro nas costas na Vila Cruzeiro, Zona Norte do Rio, quando saía de casa para trabalhar, fez um protesto nesta segunda-feira (1º) no Instituto Médico Legal. Os parentes pedem justiça após o crime.”Deram um tiro primeiro pra depois perguntar o que ele tava fazendo lá e quando abriram a mochila, viram que ele tava com uniforme da Comlurb. Pegaram o documento dele, crachá, sumiram tudo dele. Levaram até a chave do carro e a camisa dele tá aqui, suja de sangue, com a bala aqui”, acrescentou.

Morador da Vila Cruzeiro, Zona Norte do Rio, Marcelo foi baleado durante um confronto na comunidade na manhã de domingo (31).Segundo um parente, o gari foi levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas por policiais que prestaram depoimento dizendo que ele tinha tido uma convulsão.

No hospital, no entanto, a família descobriu que Marcelo tinha sido baleado, e chegou à unidade sem documento e sem a mochila da Comlurb, a companhia municipal de limpeza urbana, onde trabalhava.

A Delegacia de Homicídios abriu inquérito para apurar as circunstâncias da morte.

Nota da Comlurb
Em nota, a Comlurb lamentou a morte do funcionário.

“A Comlurb está dando todo o apoio à família, inclusive com a equipe de assistência social da Companhia. A direção presta os mais sinceros sentimentos à família do estimado gari Marcelo, que tinha 38 anos de idade e dez de Comlurb. Marcelo era casado e deixa dois filhos”.

Fonte: G1


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