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Missão Europa Clipper avança e NASA deve enviar sonda à lua de Júpiter em 2023

Ainda que muita gente (incluindo cientistas da própria NASA) acredite que seja mais inteligente estudar a lua Encélado (de Saturno) em busca de vida microbiana em seu oceano subterrâneo, a NASA está levando adiante a missão Europa Clipper, cujo objetivo principal será a busca por algum tipo de vida debaixo da crosta congelada desta lua de Júpiter. Está previsto para o ano de 2023, por sinal, o lançamento da nave não tripulada.

Ao chegar lá, a sonda coletará informações essenciais sobre a composição e a geologia de Europa, além de estudar seu oceano interior. A nave levará consigo nove instrumentos projetados para funcionar em conjunto, a fim de resolver alguns dos grandes mistérios sobre Europa e avaliar o quão habitável a lua realmente pode ser — isto é, considerando que ela seja habitável para algum tipo de vida. Entre esses mistérios, estão coisas como por que a espessura do gelo superficial é menor do que o imaginado, e como os sulcos da superfície se formaram.

A nave chegará a apenas 25 km da superfície congelada de Europa, o que significa, além de muitos dados científicos, o envio de fotografias fantásticas. E, assim como acontece com a sonda Juno, que está ao redor de Júpiter, a sonda da Europa Clipper também será movida a energia solar. Ainda, tal qual aconteceu com a sonda Cassini, quando passou por Encélado, a sonda com destino a Europa também será capaz de voar através das plumas de água que são despejadas por meio de fendas na superfície.”A Europa Clipper vai nos dizer muito sobre como as luas geladas funcionam, e as luas geladas são provavelmente os ambientes habitáveis mais comuns no universo, então isso é emocionante”, declarou Robert Pappalardo, cientista planetário da NASA e membro da missão.

Oceanos de água líquida são possíveis em luas como Europa e Encélado, mesmo elas sendo congeladas em seu exterior, pois a atração da gravidade de seus planetas faz com que as coisas, literalmente, esquentem lá dentro, mantendo a água, então, no estado líquido. Além disso, atividade geológica no fundo desses mares pode fornecer produtos químicos para alimentar microorganismos, e o gelo da crosta acabaria bloqueando a radiação perigosa que afeta a superfície. Sendo assim, um dos objetivos principais da missão é justamente entender a habitabilidade desse tipo de mundo congelado com água líquida em seu interior. Contudo, vale lembrar de um estudo recente conduzido por pesquisadores sem relação com a NASA, em que os resultados sugerem que luas congeladas, incluindo Europa e com exceção de Encélado, podem, na verdade, estar “mortas” por dentro, sem qualquer atividade geológica produzindo elementos químicos para servir de alimentos para microorganismos. De qualquer maneira, é exatamente isso o que a nova missão da NASA pretende desvendar.

A Europa Clipper poderá ser lançada pelo Space Launch System, novo e poderoso foguete da NASA ainda em construção, mas outra possibilidade na mesa é que o lançamento seja feito usando um foguete Falcon Heavy, da SpaceX. Enquanto a equipe ainda espera uma decisão nesse sentido, os cientistas estão na fase de resolução de empecilhos relacionados à engenharia do projeto. Passada essa fase, entra em ação a “fase C” do projeto, que inclui a definição do orçamento final e, enfim, o início da construção da nave.

Fonte: Msn


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